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Sem conseguir reverter à greve dos professores, deflagrada na segunda-feira, 15, o governador Wilson Lima (PSC) deverá atender parte do pleito dos professores. Wilson Lima tentou de todas as formas ‘barrar’ a greve da categoria, tanto com ações na Justiça Estadual, como com intimidação policial nas manifestações da categoria. O Governo já adiantou que não poderá conceder mais do que 3,98% de reajuste. A categoria pede reajuste de 15%.
Todas as ações do governador falharam, apesar de o desembargador Elci Simões de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), acatar na noite do domingo, 14, o pedido do Governo, determinando que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) suspendesse o indicativo de greve.

Asprom se reuniu em frente à Sede do Governo. (Divulgação)
Sem receber a notificação, o Sinteam revolveu manter a greve e as manifestações. Na decisão do desembargador, o Sinteam teria que pagar multa no valor de R$ 20 mil por dia, podendo chegar até R$ 400 mil, caso descumprisse a decisão.
De acordo com o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), o secretário da Fazenda, Alex Del Giglio, se comprometeu de conversar diretamente com o Governador Wilson Lima e solicitar autorização para apresentar uma contraproposta melhorada sobre as reivindicações da categoria.
“Havendo concordância do Governador na apresentação da contraproposta, o AspromSindical e a Comissão serão chamados à sede do Governo na segunda-feira, 22 de abril de 19, para receber em mãos o documento”, disse a Asprom-Sindical.
Manifestação
Durante a manhã desta quarta-feira, 17, os professores se reuniram em frente à Sede do Governo e da Secretaria de Educação.
Reivindicações
As pautas de reivindicações enviadas à Seduc, pedem 15% de reajuste salarial, sendo 3,85% (IPCA) referente à inflação de março de 2018 à março de 2019 e 9,6% de percentual de perdas de poder real de compra, totalizando 13,45%, mais 1,55% de ganhos reais.





