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TUF 26: Seletivas atraem veteranas do esporte e novata brasileira a Las Vegas

• Publicado em 24 de maio de 2017 – 23:00
Marcela Giantomassi: lutadora da Nova União de Goiânia foi a única brasileira na seletiva do TUF 26. (Foto: Evelyn Rodrigues)

A chance de fazer parte da recém-criada divisão peso-mosca feminino do UFC (57 kg) atraiu cerca de 50 lutadoras para as seletivas da 26ª temporada do reality show “The Ultimate Fighter”, nos EUA. Na terça-feira (23), a fila de mulheres tomava os corredores do mezzanino do Palace Station Hotel e Cassino, em Las Vegas. Entre as lutadoras, muitos rostos conhecidos de veteranas que já atuam no esporte há muito tempo. Havia, também, muitas atletas em início de carreira, mas todas elas tinham o mesmo objetivo: garantir uma vaga na casa que coroará a primeira campeã peso-mosca da história do Ultimate.

“Há algumas garotas com bons recordes, talentosas, eu estava sentado ouvindo algumas entrevistas que eu queria presenciar, então temos algumas garotas muito boas. Acho que veremos muitas meninas do peso-palha e galo indo para o peso-mosca. Estamos muito confiantes que vamos ter uma divisão lotada. Acho que temos mulheres talentosas o suficiente para termos três boas divisões femininas no UFC”, declarou o presidente da organização, Dana White. 

Primeira da fila, a americana Roxanne Modafferi era um dos rostos conhecidos a buscar um lugar na nova divisão. Com 21 vitórias e 13 derrotas no cartel, a ex-participante do TUF 18 ficou conhecida pelo carisma e por gostar de se vestir com roupas de super-heróis e personagens dos quadrinhos. Atualmente, “Roxy” é contratada do Invicta FC. Ela, inclusive, fez seu último combate no fim de semana, quando derrotou Sarah D’Alelio por nocaute. A atleta, no entanto, voltou direto do combate para os testes do programa:

“O meu sonho é entrar no UFC, vencer o cinturão e ter a oportunidade de lutar contra pessoas mais fortes. Também quero ganhar mais dinheiro, então espero que eu tenha essa chance. Sou uma lutadora muito diferente daquela que entrou no TUF 18. A minha trocação era bem ruim naquela época, mas eu melhorei muito. Acabei de lutar no último fim de semana e acho que consegui demonstrar como melhorei. Estou muito empolgada com isso. Só quero mostrar para as pessoas que eu realmente sou uma lutadora melhor”, declarou a atleta.

Campeã peso-mosca do Invicta, Barb Honchak era outro rosto conhecido encabeçando a lista de veteranas nas seletivas do TUF 26. Com 14 anos de carreira, a americana acumula 10 vitórias e duas derrotas em seu cartel.

“Eu esperei muito tempo para o UFC adicionar a divisão peso-mosca. O primeiro cinturão da divisão está em jogo e é isso que eu vou buscar. Sei que muitas meninas já subiram pro peso-galo ou desceram pro peso-palha para tentar entrar no Ultimate. O UFC é o topo do esporte, qualquer mulher aqui deve estar muito entusiasmada com a oportunidade. Mesmo que eu não entre na casa, estou empolgada que a divisão está aberta e que a chance de entrar no UFC finalmente chegou”, afirmou.

A peso-galo Lauren Murphy já fez quatro lutas pelo UFC, mas acabou vendo seu contrato com a companhia não ser renovado depois de acumular três derrotas e uma vitória na organização. A notícia de que a companhia abriria a divisão até 57 kg inspirou a americana a tentar se aventurar na nova categoria:

“Eu sempre quis participar do TUF porque gosto do programa, é um jeito interessante de divulgar o meu rosto e a minha história. Foi por isso que decidi vir para as seletivas. Se eu passar, ótimo, se eu não passar, vou seguir em frente com a minha vida. Não tenho mais contrato com o UFC, o meu contrato acabou, mas eles me mantiveram no plantel e disseram que me dariam uma luta em pouco tempo. Quando eles abriram essa divisão, achei que seria uma boa oportunidade pra mim. Estou surpresa que não há mais mulheres do plantel do UFC aqui, pois a ideia de se coroar a primeira campeã peso-mosca é bem atraente”.

Apesar de ter atraído uma grande quantidade de lutadoras experientes e veteranas do esporte, as seletivas do TUF 26 também tiveram a participação de lutadoras mais jovens, em início de carreira, que viram no reality show a oportunidade de mostrar a que vieram. Caso da brasileira Marcela Giantomassi, de Goiânia, que, com apenas uma luta profissional na carreira decidiu juntar todas as suas economias para viajar para Las Vegas em busca do sonho de lutar no UFC.

“Eu vim do esporte desde sempre. Pratiquei rugby desde os 10 anos e estou há 4 anos no jiu-jítsu e MMA. Minha área é a guerra, né? No ano passado estreei no MMA amador e esse ano estreei no profissional e, com a graça de Deus, foi vitória. Participar da seletiva do TUF é mais um desafio. Eu gosto disso. Prefiro vir até aqui, fazer de tudo, dar o meu melhor, do que ficar lá em casa dormindo, pensando em como seria se eu tivesse vindo pra cá. Uma experiência como essa só vai me trazer benefícios”, declarou.

A francesa Lucie Bertaud, é outra lutadora da nova geração que queria carimbar seu passaporte para o UFC. Com três lutas no currículo, sedo apenas uma disputa profissional, a atleta, que integrou a seleção de boxe francesa, comparou a oportunidade de entrar na casa do TUF com a chance de disputar uma Olimpíada:

“É algo muito grande. Não posso deixar essa oportunidade passar, porque é como se fosse uma classificação para as Olimpíadas. Eu tentei me classificar pros Jogos Olímpicos de Londres lutando boxe e não consegui, então acho que essa oportunidade pode ser uma espécie de “revanche”. Não sou o tipo de garota que se satisfaz com a derrota. Eu tenho que me superar”, declarou, contando que o esporte ainda enfrenta muito preconceito em seu país:

“Eu fiz parte da seleção de boxe da França por oito anos e decidi há alguns anos tentar a carreira no MMA porque gosto muito do esporte. O MMA ainda é proibido na França, e foi por isso que decidi ter uma grande carreira no esporte. Quero inspirar outras mulheres na França, queremos legalizar o MMA e acho que posso inspirar algumas garotas e, talvez, ter um impacto positivo na vida das lutadoras francesas e europeias. Meu sonho é chegar no UFC”.

Melinda Fabian viajou mais de 20 horas de avião para chegar à seletiva do TUF 26. Com quatro vitórias, três derrotas e um empate na carreira, a atleta sonha em fazer história no UFC:

“Eu moro na Hungria. Nós não temos muitos lutadores de MMA por lá. Quando eu comecei no esporte, há dois anos, eles não tinham MMA amador e eu acabei tendo que começar direto no profissional. Temos pouquíssimas lutadoras de MMA no país. Quero ser a primeira húngara e a primeira campeã húngara no UFC. Esse é o meu objetivo”.  

As gravações do TUF 26 devem ter início em julho, em Las Vegas, e o programa ainda não tem data de estreia nos EUA e Brasil. Até o momento, o Ultimate ainda não revelou quem serão os treinadores dessa edição.

Fonte: SporTV

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