Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

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Umanizzare sai do Compaj, mas fica em outros cinco presídios do AM

A nova co-gestora da penitenciária é a empresa Reviver, desde o dia 10 de julho, com contrato temporário. Seap prepara licitação para agosto.

Complexo Penitenciário foi palco de 111 mortes entre os anos de 2017 e 2019, em massacres de presos durante rebeliões (Foto: Divulgação)

A empresa Reviver assumiu a gestão do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) no dia 10 julho, mas a Umanizzare – que detinha esse contrato – permanece atuando em outras cinco unidades penitenciárias de acordo com informação da assessoria da Secretaria de Estado da Administração Penintenciária (Seap). São elas: Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Centro de Detenção Provisória Masculino(CDPM 1), Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), Unidade Prisional Do Puraquequara (UPP) e Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI).

A assessoria também informou que a Reviver está cumprindo um contrato temporário e a previsão é que em agosto seja feito o lançamento de uma nova licitação. O plano da Seap é assinar o contrato com uma empresa de gestão penitenciária, a vencer o processo licitatório, em janeiro de 2020.

Empresa Umanizzare administra cinco presídios no Amazonas atualmente (Foto: EBC)

Contrato polêmico, A Umanizzare está no governo do Amazonas há 6 anos e, levantamento no Portal da Transparência do Estado aponta que, nos últimos 4 anos, a empresa que tem sede no Ceará já recebeu quase R$ 900 milhões do Estado.

Nesse período em que a empresa gerenciou o Compaj, a unidade prisional protagonizou dois grandes massacres de presos, em que colocou o Amazonas em segundo lugar em nível nacional em mortes em penitenciárias.

A primeira grande chacina foi dia 1º de janeiro de 2017, quando 56 detentos foram assassinados de forma cruel, numa rebelião que chocou o país. Dois anos depois, em maio deste ano, numa ação coordenada por facção criminosa em vários presídios da capital e que durou dois dias seguidos, 55 presos foram assassinados.

Em fevereiro de 2018, diante de muita pressão da opinião pública, o então governador Amazonino Mendes (PDT) anunciou que o contrato com a Umanizzare não seria renovado. No entanto, logo em seguida, o Estado pagou três aditivos a este contrato, somando R$ 54 milhões.

Nesse mesmo ano, 35 presos fugiram de dentro da cadeia administrada por esta empresa e, até agora, nem todos foram recapturados.

Este ano, após novo massacre nos presídios e o retorno da pressão pela saída da Umanizzare, o atual governador Wilson Lima (PSC), afirmou que o Estado não mais iria renovar o contrato com a empresa e que iria lançar novo processo licitatório para co-gestão das unidades prisionais do Amazonas.

O contrato da Umanizzare com o Compaj foi desfeito, mas ela permanece à frente das outras cinco unidades prisionais.