Candiadato a Deputado Estadual / PL - Willace Souza . (Foto: ISAC SHARLON / Portal AM1)
Manaus (AM) — Candidato a deputado estadual pelo PL, Willace Souza criticou a divisão interna do partido durante entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1. O comunicador questionou a postura de parlamentares da legenda que, embora integrem o PL, estariam apoiando o candidato ao Governo do Amazonas Roberto Cidade.
Willace afirmou que se sente “injustiçado” diante da diferença de estrutura entre candidatos do partido. Segundo ele, enquanto integrantes que já possuem mandato contam com recursos e estrutura de campanha, candidatos de oposição enfrentam uma disputa com menos recursos.
“É muito fácil você dizer que você é Bolsonaro, dizer que está no partido do PL e não apoiar a chapa do PL”, afirmou.
Críticas aos deputados do PL
Durante a entrevista, Willace citou nominalmente parlamentares de mandato que, segundo ele, não estariam apoiando a candidatura de Maria do Carmo ao Governo do Amazonas.
O candidato afirmou que os deputados deveriam assumir publicamente suas escolhas eleitorais caso estejam apoiando Roberto Cidade ou outro candidato.
Willace também criticou a atuação da bancada do PL na eleição indireta para o Governo do Amazonas e questionou o fato de parlamentares da legenda terem votado em Roberto Cidade, enquanto Maria do Carmo já era pré-candidata ao governo.
Para ele, a postura dos parlamentares demonstra uma contradição entre o discurso partidário e as alianças eleitorais.
“Se eles estão com Roberto Cidade, se eles estão com outro candidato, eles têm que chegar e falar”, declarou.
Willace promete questionar alianças na Justiça
O candidato afirmou ainda que pretende questionar judicialmente eventuais situações envolvendo lideranças partidárias que estejam formalmente vinculadas ao PL, mas apoiem outros candidatos.
Segundo Willace, o partido precisa assumir uma posição clara durante a eleição.
“Se eles não estão aqui no PL (…) a gente vai questionar isso aí na Justiça”, afirmou.
“A Assembleia virou uma casa de festa”
Ao falar sobre sua eventual atuação como deputado estadual, Willace afirmou que pretende manter uma postura de fiscalização independentemente de quem seja eleito governador.
Ele criticou o desempenho da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e afirmou que o Legislativo deveria exercer uma fiscalização mais efetiva sobre o Executivo.
“A Assembleia Legislativa (…) virou uma casa de festa”, disse.
Willace também questionou a produtividade dos parlamentares e afirmou que, entre centenas de proposições apresentadas, poucas teriam impacto efetivo na vida da população.
O candidato defendeu uma Assembleia mais independente, com maior fiscalização e pluralidade de ideias.
Acusação sobre compra de votos
Em um dos momentos mais contundentes da entrevista, Willace fez acusações sobre suposto uso de recursos de emendas parlamentares para compra de votos.
O candidato afirmou que parlamentares estariam desviando recursos de emendas para formar uma estrutura financeira destinada às eleições.
As declarações foram feitas por Willace durante a entrevista e não foram acompanhadas, no material analisado, de documentos ou provas que comprovem as acusações.
Ele também diferenciou o trabalho realizado por cabos eleitorais do voto do eleitor e afirmou que receber por um serviço de campanha não deveria significar obrigação de votar no candidato.
Segurança e endurecimento contra o crime
Questionado sobre seu posicionamento político e sobre o fato de estar no PL, Willace afirmou que não considera o partido radical.
Ele defendeu maior rigor no combate à criminalidade e disse que o Brasil enfrenta uma situação grave envolvendo facções criminosas.
Ao ser questionado sobre a frase “bandido bom é bandido morto”, Willace não repetiu a expressão, mas afirmou que considera necessário endurecer o combate ao crime.
Perfil explosivo, mas aberto ao diálogo
Willace também falou sobre seu perfil como comunicador e como pretende atuar caso seja eleito.
Ele reconheceu ter um estilo “explosivo”, mas afirmou que não pretende abrir mão dos próprios princípios. Ao mesmo tempo, disse que estará disposto a negociar quando o objetivo for solucionar problemas da população.
“A política é o diálogo, é a conversa”, afirmou.
O candidato disse ainda que, durante os seis anos em que atuou na televisão, buscava cobrar autoridades e secretários para solucionar problemas de infraestrutura, limpeza pública e segurança.
Segundo ele, essa experiência de contato direto com a população será levada para eventual mandato.
“Vou fiscalizar quem estiver no governo”
Ao final da entrevista, Willace afirmou que sua postura de fiscalização não dependerá de quem vencer a eleição para o Governo do Amazonas.
Ele citou Maria do Carmo, Omar Aziz, Roberto Cidade e David Almeida e disse que, independentemente de quem esteja no Executivo, pretende exercer oposição fiscalizadora.
“Se ela for governadora, Maria, eu vou fiscalizar; se for Omar, vou fiscalizar; se for Cidade, vou fiscalizar; se for o Davi, vou fiscalizar”, declarou.
A declaração resume a estratégia apresentada por Willace durante o Cenário Político: chegar à Assembleia com discurso de independência, fiscalização e confronto com práticas que ele considera incompatíveis com o interesse público.
LEIA MAIS:





