Manaus, 7 de julho de 2026
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Redução de juros imobiliários da Caixa aquece o mercado em Manaus

Interessados em adquirir imóveis já podem contar com nova tabela de juros nos financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF) que também abriu negociação para atrasos nos pagamentos

Mercado imobiliário de Manaus sofreu uma queda com a crise econômica, mas agora volta a aquecer com a iniciativa do governo federal de reduzir juros. (Foto: Reprodução Internet)

A queda de juros imobiliários, implementada pela Caixa Econômica Federal (CEF), no dia 10 de junho, é um dos grandes atrativos para as pessoas que estão em busca de um imóvel e tiveram esse desejo postergado pelo cenário macroeconômico. Além de baixar os juros, o banco estatal, principal fomentador da aquisição de imóveis no País, também oferece novas alternativas para a renegociação de financiamentos de imóveis em atraso.
Duas boas notícias, comemoradas não apenas pelos consumidores, mas também pelos setores imobiliários e da construção civil.
De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias na Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-Am), Frank Souza, a redução de juros, além de ampliar as ofertas de créditos imobiliários em condições competitivas do mercado, colabora para a retomada de investimentos no setor, com a criação de empregos, e geração de renda. “Com juros mais baixos, a expectativa aumenta, é bom para todas as pessoas que desejam financiar seu imóvel em longo prazo, a demanda de procura cresce com a queda de juros e novos empreendimentos também”, disse.
Para o empresário Marco Bolognese, dono da construtora Patrimônio, a queda dos juros é excelente, elas irão fazer com que as atividades do mercado de compra e venda de comercialização se intensifiquem. Existem algumas empresas que estão preparando cerca de quatro lançamentos para novos empreendimentos para o segundo semestre, ainda muito focado no padrão econômico do Programa Minha Casa, Minha Vida, mas já tem empresas com projetos para o médio padrão.
“É uma notícia muito boa, se a taxa Selic cair, conforme o governo federal vem anunciando, que pode cair de 6,5% para 5,5%, as taxas dos juros imobiliários vão baixar ainda mais. Em um financiamento imobiliário qualquer percentual, variação representa uma economia de muito dinheiro, as pessoas fazem financiamento por 30 anos, essa é uma das alavancas do mercado,” explicou.
Conforme Bolognese, a redução de juros incrementa o mercado, mas é preciso fomentar outras situações para gerar emprego e renda para quem está desempregado poder se recuperar e sair da inadimplência. A partir do mês de outubro, deste ano, será possível ter essa visão mais ampla do mercado. “A expectativa é que depois de aprovado o projeto da reforma da Previdência, o mercado melhore com mais oportunidades para todos,” avaliou.
Proposta da Caixa
As reduções de taxas ocorrem tanto no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), para imóveis até R$ 1,5 milhão e que permite o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), quanto no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), para aqueles acima desse valor, mas que não contemplam a possibilidade de uso do Fundo. Essas reduções valem apenas para novos contratos.
A taxa mínima para imóveis residenciais enquadrados no SFH e no SFI será de 8,5% ao ano, e a máxima será de 9,75% ao ano. A taxa básica de juros (Selic) está em 6,5% ao ano.
Renegociação das parcelas atrasadas
O banco também decidiu ampliar as formas de renegociação de financiamento imobiliário atrasado. Cerca de 600 mil famílias poderão regularizar o imóvel, segundo estimativas da instituição.
Entre as opções oferecidas está o pagamento à vista, com uma entrada e incorporar as parcelas atrasadas em prestações a vencer. Também poderão usar o saldo do FGTS para diminuir a prestação ou mudar o vencimento. As condições oferecidas dependem da situação do contrato, como o valor contratado, valor da garantia, cota de financiamento e quantidade de prestações já pagas.
Os clientes interessados poderão receber atendimento pelo telefone 0800-726-8068 (opção 8) ou pelo site criado para essa negociação.
A Caixa anunciou um programa de renegociação que deixava de fora o crédito habitacional. Essa campanha vai durar 90 dias e abrangerá contratos com atraso acima de 360 dias.Saiba as opções para renegociar a casa própria
• Pagar à vista um valor de entrada e incorporar as parcelas atrasadas nas próximas prestações a vencer até o fim do prazo contratual.
• Utilizar o saldo da conta vinculada do FGTS para reduzir o valor da prestação, conforme regras do Fundo.
• Alterar a data de vencimento da prestação.
• O cliente que não se enquadrar nos critérios anteriores pode procurar uma agência da Caixa para verificar a possibilidade de acordo.
Novo banco
O Santander também reduziu a taxa de crédito imobiliário, que vale para todos os segmentos de financiamento por um período de 60 dias, até 30 de agosto, para 7,99% mais a taxa referencial (TR). Atualmente, o banco pratica a taxa de 8,99% em todas as linhas de crédito imobiliário e uma taxa efetiva de 8,94%.
O valor mínimo financiado é de R$60 mil e o prazo máximo do financiamento é de 35 anos. A renda mínima exigida para contratar o empréstimo é de R$ 2,5 mil, podendo ser composta, e o comprometimento com o financiamento deve ficar entre 30% a 35% da renda.
A oferta está voltada aos clientes que tenha um vínculo com o banco.