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A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou um processo administrativo para apurar se houve a formação de cartel nas licitações das obras da Copa do Mundo de 2014. A investigação abrange a Arena da Amazônia, além de outros sete estádios.
Também está sendo feita a investigação de licitações complementares aos certames principais, que podem ter sofrido os impactos dos acordos ilícitos.
Além do caso do Amazonas, entre os estádios investigados estão: Estádio Nacional Mané Garrincha, Arena Pernambuco, Estádio do Maracanã, Estádio Mineirão, Arena Castelão, Arena das Dunas, e Arena Fonte Nova.
Quanto às empresas que são alvo do processo estão: Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia, Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão, Delta, Grupo Odebrecht (representado pelas empresas CNO, OECI e OPI) e Via Engenharia.
A investigação teve início no ano de 2007, quando o Brasil foi confirmado como a sede da Copa de 2014, e finalizou em 2011, nas assinaturas dos contratos das obras dos estádios.
Nessa fase do processo, as empresas citadas devem apresentar defesa e ao final do processo administrativo, a Superintendência vai divulgar um parecer opinativo ou pela condenação ou pelo arquivamento do caso referente a cada acusado. Em seguida, o texto vai para o Cade que dará a decisão final.
Caso sejam condenadas, as empresas poderão pagar multas de até 20% do faturamento.
(*) com informações da Folhapress





