Manaus, 7 de julho de 2026
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Formação de cartel na construção da Arena da Amazônia é investigada

Entre as empresas que são alvo de investigação por parte do Cade estão Andrade Gutierrez, Grupo Odebrecht e Camargo Corrêa

Foto: Divulgação

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou um processo administrativo para apurar se houve a formação de cartel nas licitações das obras da Copa do Mundo de 2014. A investigação abrange a Arena da Amazônia, além de outros sete estádios.

Também está sendo feita a investigação de licitações complementares aos certames principais, que podem ter sofrido os impactos dos acordos ilícitos.

Além do caso do Amazonas, entre os estádios investigados estão: Estádio Nacional Mané Garrincha, Arena Pernambuco, Estádio do Maracanã, Estádio Mineirão, Arena Castelão, Arena das Dunas, e Arena Fonte Nova.

Quanto às empresas que são alvo do processo estão: Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia, Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão, Delta, Grupo Odebrecht (representado pelas empresas CNO, OECI e OPI) e Via Engenharia.

A investigação teve início no ano de 2007, quando o Brasil foi confirmado como a sede da Copa de 2014, e finalizou em 2011, nas assinaturas dos contratos das obras dos estádios.

Nessa fase do processo, as empresas citadas devem apresentar defesa e ao final do processo administrativo, a Superintendência vai divulgar um parecer opinativo ou pela condenação ou pelo arquivamento do caso referente a cada acusado. Em seguida, o texto vai para o Cade que dará a decisão final.

Caso sejam condenadas, as empresas poderão pagar multas de até 20% do faturamento.

(*) com informações da Folhapress