A juíza Ana Paula Zerizawa da 4ª Vara Federal do Amazonas condenou o ex-deputado estadual Lino Chíxaro e o empresário Murad Aziz pelos crimes de obstrução das investigações da operação Cashback, quarta fase da operação Maus Caminhos, realizada pela Polícia Federal no Amazonas em 2018. A pena dos dois somam mais de 9 anos de prisão no regime semiaberto.
Para Murad Aziz, irmão do senador Omar Aziz (PSD), a juíza determinou a pena de cinco anos e mais multa de R$ 343 mil. Já Lino Chíxaro foi condenado a quatro anos e três meses e multa de R$ 343 mil. Os dois cumprirão as penas no regime semiaberto.
Na mesma sentença a juíza absolveu e expediu alvará de soltura das prisões temporárias dos empresários Mouhamad Moustafá e Gilberto de Souza Aguiar, por entender que eles não concorreram para obstrução das investigações. Os dois poderão recorrer em liberdade nos demais processos da Operação Maus Caminhos. A juiza também absolveu Jader Helker Pinto do crime de obstrução da justiça.
“Os réus acima nominados encontram-se presos preventivamente por força de decisões exaradas nos processos 18983-55.2018.4.01.3200 e 6107-34.2019.4.01.3200, ambos baixados e reunidos a esta ação penal. (…) Considerando a absolvição dos Réus, revogo a prisão decretada e determino a expedição de alvará de soltura, quanto à presente ação penal”, diz a sentença.
Vazamento
Para a juiza Lino e Murad souberam com antecedência da operação e agiram para atrapalhar as investigações. Na sentença ela reconhece que a investigação não conseguiu descobrir de onde partiu o vazamento que alertou os investigados da Polícia Federal.
“O acusado Murad teria cometido o delito de embaraço à investigação quando, sabendo da iminência da realização da “Operação Cashback”, da qual efetivamente foi um dos alvos, retirou bens de valor e eletrônicos de sua residência; evadiu-se de sua residência na véspera da deflagração (ocorrida em 11/10/2018); e ainda interditou a academia AZ FITNESS, de sua propriedade, no dia da deflagração, sem motivo ou justificativa aparente”, afirma Ana Paula Zerizawa.
Na residência de Lino Chíxaro a juiza menciona o fato dos filhos menores não estarem em casa na madrugada quando ocorreu a ação da polícia. “Sua esposa, Danyelle Chíxaro, teria dito que estes teriam ido à escola, a despeito de a diligência ter se iniciado às 5h50min, muito antes do horário de início das aulas”, diz a juiza.
Leia aqui a decisão da juiza Ana Paula Zerizawa publicada no último dia 18 de dezembro.





