Manaus, 10 de julho de 2026
×
Manaus, 10 de julho de 2026

Cidades

Chefe de investigação do 12º DIP aparece em vídeo cobrando suposta extorsão

No vídeo, o investigador Geraldo Filho, chefe de investigação do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP) recebe 1,2 mil para supostamente liberar um carro

O investigador Geraldo Filho recebe dinheiro de extorsão (Foto: Amazonas1)

A redação do Amazonas1 recebeu, com exclusividade, um vídeo que mostra o chefe de investigação do 12º Distrito Integrado de Polícia (12º DIP), investigador Geraldo Filho, recebendo dinheiro, para possivelmente liberar um veículo apreendido que se encontrava na delegacia.

A gravação, feita há pelo menos oito meses, ocorreu na sala do investigador, nas dependências da unidade policial.

Na ocasião, Geraldo Filho recebe uma quantia em dinheiro e questiona o valor, em seguida, pede para um policial civil da delegacia ligar para uma “vítima”.

Sem conferir o valor, o investigador guarda o dinheiro na gaveta de sua mesa. A suposta extorsão seria referente a um carro que estava apreendido.

Em seguida, o investigador entrega o molho de chave de um carro para a pessoa e indaga se ela sabe dirigir. Nervosa, a vítima afirma que sim e deixa a delegacia.

 

Investigação

 

Ao ter conhecimento da denúncia na semana passada, a Polícia Civil, por meio da Unidade de Apuração de Ilícitos Penais (UAIP) da corregedoria da Polícia Civil abriu procedimentos para apurar as inúmeras denúncias contra o investigador.

Essa investigação tramita em segredo de justiça, mas, o Amazonas1 obteve a confirmação que o procedimento de apuração foi instaurado.

Durante as investigações no 12º DIP, os policiais civis encontraram uma tabela com anotações de preços variados de celular. O fato chamou a atenção da equipe policial.

Isso porque, além da denúncia para liberar os veículos apreendidos, também existia um esquema para devolver os celulares oriundos de roubos e que eram vendidos no aplicativo OLX.

No esquema, a equipe policial identificou que as pessoas que haviam comprado celular sem saber da origem acabavam pagando para não serem presas. Elas pagavam o valor estipulado pelo investigador conforme a marca do celular.

O material foi recolhido para processamento de inquérito policial. O investigador Geraldo Filho foi transferido para a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai). 

Além do investigador Geraldo Filho, outros policiais civis que faziam parte da unidade policial, inclusive, o delegado Raul Augusto Neto também foram transferidos. 

 

Veja o vídeo: