(Foto: Felipe Martins /OAB-AM)
Manaus (AM) – O advogado Carlos Santiago Vieira, de 43 anos, foi preso preventivamente na quinta-feira (9), em Manaus, durante uma operação da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Ele é investigado por suspeita de estupro de vulnerável, além de outros crimes, em um caso que envolve três adolescentes.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, as investigações apontam que as supostas vítimas são duas filhas do advogado, atualmente com 14 e 15 anos, e a filha de uma ex-babá da família. O inquérito também apura possíveis crimes de ameaça, constrangimento ilegal e denunciação caluniosa.
A Justiça autorizou a prisão preventiva, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telemático e a adoção de medidas protetivas para garantir a segurança das vítimas e das testemunhas.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após uma das adolescentes relatar os supostos abusos ao irmão, que comunicou o caso à mãe. A denúncia foi registrada na Delegacia Especializada e, durante o andamento das apurações, outras duas adolescentes prestaram depoimento. Conforme a autoridade policial, os relatos apresentaram elementos semelhantes. A investigação segue em andamento. Até o momento, não há condenação judicial.
Exonerado
Após a prisão, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) anunciou a exoneração de Carlos Santiago Vieira.
Em nota, a entidade informou que a decisão foi tomada pela diretoria como medida administrativa para preservar a credibilidade institucional da Ordem. A OAB-AM destacou que os fatos investigados dizem respeito à esfera pessoal do advogado e não possuem relação com o exercício da advocacia. A entidade também afirmou que acompanha o caso com atenção e reafirmou o compromisso com a defesa dos direitos fundamentais, sem abrir mão do respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.
A seccional ressaltou ainda que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra crianças e adolescentes, e declarou confiança no trabalho das autoridades responsáveis pela investigação.
A defesa de Carlos Santiago Vieira nega as acusações. O caso permanece sob investigação da Polícia Civil e será analisado pela Justiça do Amazonas.
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