O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definiu novas diretrizes para reativar a economia do país após isolamento de um mês em reação à pandemia do novo coronavírus.
Trump anunciou a decisão de induzir os Estados a suspenderem o confinamento em casa.
Ele também quer reduzir outras restrições impostas no mês passado para conter a disseminação da doença.
Os EUA chegaram a 31 mil mortes na quarta-feira, 15 – mais do que qualquer outra nação.
As medidas para conter a pandemia levaram a economia do país a níveis que não eram vistos desde a Grande Depressão, em 1929, já que um recorde de mais de 20 milhões de norte-americanos solicitaram auxílio-desemprego.
Só na semana passada foram 5,2 milhões, o que elevou o índice de desemprego dos EUA a 8,2%.
O presidente deve fazer uma teleconferência com governadores e disse que anunciará seu plano em uma coletiva de imprensa ainda nesta quinta.
Os dados de desemprego chegam na esteira dos dados de um dia antes sobre o varejo, que mostraram uma queda recorde nas vendas e a menor produção industrial desde o final da Segunda Guerra Mundial – o que pressiona ainda mais Trump, que apostou sua reeleição em novembro na força da economia norte-americana.
Na quarta-feira, ele disse que dados levam a crer que os casos novos atingiram o pico e que líderes industriais que participaram de uma rodada de telefonemas lhe ofereceram boas perspectivas para reativar a economia com segurança.
Mas o chefe de um grande sindicato alertou o presidente a não reabrir a menos que a segurança dos trabalhadores possa ser garantida, e executivos-chefes de algumas das maiores empresas do país disseram a Trump que mais exames são necessários para garantir a segurança, de acordo com diversas reportagens da mídia.
“Estamos em uma boa situação, e posso lhes garantir que a diretriz a ser apresentada hoje está alinhada com o que os especialistas estão dizendo, está alinhada com o que os dados estão mostrando e é um plano para recolocar a economia nos eixos”, disse a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, à rede Fox News nesta quinta.
(*) Com informações do Metrópoles
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