Manaus, 7 de julho de 2026
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Economia

Construção civil deve fechar ano 20% abaixo do que conquistou em 2019, avalia Sinduscon-AM

Especialistas apontam a construção civil como maior alavanca para retomada da economia após a pandemia

Construção civil deve fechar ano 20% abaixo do que conquistou em 2019, avalia o Sinduscon-AM

Foto: RD Engenharia

O desempenho da construtora amazonense representa um alento para as demais empresas que seguem em compasso de espera. Conforme dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), 79% das incorporadoras vão adiar lançamentos este ano no País. Apenas 14% vão manter os lançamentos previstos antes da pandemia e 7% das empresas ainda não têm uma posição definitiva sobre o assunto.

A construção civil amazonense deve fechar este ano pelo menos 20% abaixo do que conquistou em 2019, segundo estimativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM).

O vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Amazonas (Ademi-AM) ao fazer uma análise do mercado desde o mês de março, quando iniciou o período de isolamento, revelou a queda no setor imobiliário e a incerteza.

“No ano passado, o setor fechou, em Manaus, com faturamento de R$ 814 milhões, 32% a mais do que no ano de 2018. As projeções estimavam aumento nas vendas de 40% para este ano. Após uma fase difícil, 2020 seria o ano de respiro. Infelizmente a pandemia veio atrapalhar a recuperação do segmento”, declarou Hélio Alexandre.

De acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a construção civil será a principal alavanca para que o País consiga retomar o ritmo econômico de antes da pandemia do coronavírus. O presidente também destaca que a construção civil é o único setor com capilaridade para movimentar os outros segmentos da economia brasileira no pós-pandemia.

“A construção civil impacta diretamente 62 setores das áreas industrial e comercial e mais 35 setores de serviço. São 97 torneiras que são abastecidas quando se enche essa caixa d’água. Não há como irrigar a economia sem a construção civil”, compara.

*Com informações da assessoria