Operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira em cinco Estados (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
O esquema investigado pela Polícia Federal na Operação Elemento 79 é um “dos mais sofisticados já investigados no setor de comercialização de ouro no país”, de acordo com a Superintendência da PF no Amazonas. A operação foi deflagrada em cinco Estados e estima que o grupo criminoso causou prejuízos de R$ 30 milhões, incluindo fraudes na utilização de benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus.

Operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira em cinco Estados (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Os principais crimes investigados pela Elemento 79 são o crime contra o meio ambiente, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, contrabando, descaminho e organização criminosa.
Os integrantes da quadrilha se valiam de um “estratagema sofisticado para obtenção de
vantagens indevidas”, de acordo com a Polícia Federal.
Entre as estratégias, estava o lastro fictício de ouro, valendo-se de remessas de “prata fantasiada de ouro” para simular a movimentação de ouro entre as empresas envolvidas. Além desta sistemática, foram apuradas diversas fraudes em detrimento ao controle aduaneiro.
O estoque fictício do ouro permite a obtenção de ouro de origem indeterminada. Foram encontrados elementos probatórios que indicam a comercialização do metal precioso em regiões de alta incidência de garimpo ilegal de forma a dificultar a fiscalização dos órgãos de controle.
https://amazonas1.com.br/manaus/pf-faz-nova-operacao-em-manaus-e-mira-venda-de-ouro-clandestino/
Investigações começaram em 2016
Os trabalhos em conjunto da Polícia Federal e Receita federal iniciaram em junho de 2016, com análise da movimentação fiscal das mercadorias entre as empresas da organização criminosa; análise contábil das operações mercantis das empresas investigadas; análise das demonstrações contábeis obrigatórias; cruzamento e análise de dados dos sistemas informatizados da Receita Federal; interceptação de mercadorias irregulares nos Correios.
Segundo a PF, a organização criminosa utilizava uma complexa estrutura empresarial para simular a
comercialização de ouro obtido de forma ilegal, além de usufruir ilicitamente dos benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus.
Estavam sendo cumpridos 48 mandados de busca e apreensão, em cinco Estados: Amazonas, Minas Gerais, São Paulo, Rondônia, Roraima.





