(Foto: Reprodução)
Os professores da rede estadual de ensino decidiram, nesta quinta-feira, 29, recusar a proposta de 14, 57% de reajuste salarial oferecido pelo Governo do Amazonas. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) durante coletiva de imprensa, na sede da organização.

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A categoria exige os 35%, valor esse que está sendo discutido desde o inicio das greves na capital e interior do Estado. No sábado, 31 os representantes devem se reunir, novamente, e na segunda-feira, 02 a contraproposta deve ser apresentada a toda categoria dos professores em assembleia geral.
Pelo menos 80% das escolas da rede estadual estão sem aulas em todo o Amazonas.
Assembleia geral
O Sinteam realiza uma assembleia geral, na próxima segunda-feira, 02, na Praça do Congresso, para decidir se aceita ou não a contraproposta de reajuste do Governo do Estado. “Dependendo do resultado da assembleia, a categoria volta ou não a trabalhar. Aproveitamos para pedir desculpas dos pais e alunos mais uma vez e dizer que só depende do governo do estado resolver essa situação”, concluiu o presidente do Sinteam, Marcus Libório.
Greve
Os trabalhadores estão em greve desde a última segunda-feira e tem como pauta de reivindicação a retomada do Plano de Saúde, o pagamento do vale-transporte integral sem o desconto de 6%, reajuste no auxilio localidade, que passou de R$30 para R$ 200 até R$ 1mil. Nestes pontos já houve avanço e consenso entre a categoria.
O impasse está no percentual de reajuste salarial e equiparação do valor do vale alimentação da categoria com o da Polícia Militar, de R$ 600. Atualmente, o auxílio é de R$ 220.
“Nosso maior interesse é no percentual pois somente professores e pedagogos recebem os demais benefícios. Já o reajuste alcança demais trabalhadores e aposentados”, explicou Libório.
Proposta do Governo
Na quarta-feira, 28, a Sinteam esteve reunido com o secretário executivo da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Marcelo Campbell, onde foi apresentada a contraproposta de 14,57% de reajuste salarial para os trabalhadores da rede estadual de ensino.
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