Manaus, 8 de julho de 2026
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Cidades

Secretários de Amazonino vão receber R$ 27, 5 mil, um aumento de 103%

Em vídeo, o governador afirma que a entrega é o cumprimento de promessa feita em campanha. (Foto: Reprodução)

O governador Amazonino Mendes (PDT) assinou decreto concedendo abono mensal de R$ 14 mil mensais aos secretários de Estado. O decreto 38.853 foi publicado nesta segunda-feira, 9, no Diário Oficial do Estado. No início do ano, Amazonino chegou a dizer que considerava baixa a remuneração dos secretários e iria dar aumento por não querer “ladrões” em seu governo.

Governador considera que salários de secretários eram baixos (Foto: Raphael Alves/TJAM)

Segundo o decreto, a remuneração “do cargo de Secretário de Estado, a função de maior relevo hierárquico do Poder Executivo” estava em R$ 13.500. Segundo o texto assinado pelo governador, “tal valor não se ajusta no volume de trabalho e ao grau de responsabilidade impostos aos seus titulares”.

Além disso, o decreto considera que a “anomalia de tal situação resulta incontestável frente aos valores de remuneração hoje atribuídos aos Juízes Estaduais e aos seus similares no Ministério Público”, do TCE, e das Polícias Civil e Militar.

O decreto também concede abono aos demais integrantes do primeiro escalão, conforme a tabela abaixo publicada no Diário Oficial.

O abono tem data retroativa a 1º de março.

Balanço dos 100 dias

No dia 11 de janeiro, o governador Amazonino Mendes irritou servidores públicos ao anunciar o aumento salarial para secretários de Estado. Segundo o governador, em uma de suas declarações desastrosas durante a entrevista, a aumento é para evitar que os secretários tenham dignidade e não se corrompam.

Greve dos professores por reajuste durou 17 dias

No último sábado, 7, o governador Amazonino Mendes publicou um vídeo, na rede social Facebook, sobre o reajuste dos professores, de 27,02%.

Nele, diz que o reajuste foi fruto do trabalho e do desejo de quem quer respeitar o professor, mesmo tendo deixado a greve da categoria passar de duas semanas, com os professores sendo ignorados em várias oportunidades na frente da sede do governo. A greve dos professores, que pediam 35% de reajuste, durou 17 dias.

Alerta

Professores fizeram um alerta ao governador após o reajuste salarial da categoria ser aprovado na última sexta-feira, 6. A proposta do governo teve o aval da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) e prevê o aumento em três vezes. Segundo professores e pedagogos, a categoria será convocada imediatamente se o pagamento não for feito em qualquer das parcelas.

Os deputados aprovaram, em Sessão Extraordinária, na tarde desta sexta-feira, 6,  com 18 votos, o Projeto de Lei 72/2018, que concede o reajuste salarial que chega a 27,02% aos professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A greve já durava 16 dias.

O projeto de lei contempla os 15,53%,que serão pagos este ano, e mais 9,38% que será pago no início de 2019, chegando ao percentual de 24,91%.

O deputado Serafim Corrêa (PSB) explicou que ocorrerá juros compostos, uma vez que o reajuste vai ocorrer em cima de cada uma das três parcelas, sendo a primeira de 7,41%, a contar de 1º de março; 8,12% para 1º de setembro,  e mais 9,38% a ser pago em 2019, já na próxima gestão estadual, chegando a um reajuste de 27,02%.