A confusão iniciou nas primeiras horas do dia. (Foto: Internet)
Embora tivesse pelo menos três decisões judiciais que determinavam a manutenção mínima do serviço de transporte coletivo em Manaus, no decorrer dos últimos seis dias, a Polícia Militar (PM) do Amazonas, sob o comando do governador Amazonino Mendes (PDT), demorou para agir e permitiu que a greve do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviários (STTRM) se transformasse em uma grande baderna.

A confusão no transporte coletivo iniciou nas primeiras horas do dia (Reprodução)
A paralisação geral dos motoristas de ônibus, mesmo com a sentença judicial para pagamento de multa de R$ 1 mil por hora de descumprimento, gerou revolta aos passageiros de ônibus que iniciaram um grande “quebra-quebra” nos terminais de integração, principalmente, na zona Leste da cidade.
Somente após a confusão gerada com a revolta da população, o comando-geral da Polícia Militar resolveu enviar policiais para conter os ânimos dos passageiros com a utilização de bombas de gás lacrimogêneo e até balas de borracha.
Como exemplo da lentidão da polícia está a confusão que ocorreu na manhã de hoje, 4, no Terminal 4, na zona Leste, quando baderneiros atearam fogo nos ônibus e só depois de uma hora, dois policiais apareceram para evitar que o incêndio se alastrasse.
O problema é que o Estado age de forma inversa à contensão da crise. No lugar de tentar conter os manifestos, deveria fazer cumprir as decisões judiciais para fazer retornar parte do serviço (75%).
A estranha omissão do Estado com a Polícia Militar abriu questionamentos sobre o que motivou essa demora nas medidas para fazer valer as decisões judiciais: se houve influência política, medo da diretoria sindicalista ou imperícia do governo para lidar com a crise?
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