Foto: Sérgio Lima/Poder360
Com a assinatura do presidente Jair Bolsonaro (PL), foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), na tarde desta sexta-feira (25), o temível texto da redução em 25% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o que desde a chegada do ministro Paulo Guedes à pasta da Economia era o temor da Zona Franca de Manaus. A medida prejudica o Polo Industrial de Manaus e muitos falam até em golpe fatal contra a indústria do estado. Ao mesmo tempo, gera reação imediata dos políticos do AM.
A bancada do estado, liderada pelo senador Omar Aziz (PSD), vai se reunir neste sábado pela manhã para tratar do tema e discutir uma reação. Especialistas falam em queda na arrecadação na casa dos R$ 25 bilhões no Brasil, com fuga do setor produtivo.
Vice-presidente da Câmara, o deputado federal Marcelo Ramos (PDT) promete judicializar o caso e denunciar o presidente Jair Bolsonaro no TSE por crime eleitoral por conta da medida. “É como se o governo federal fosse a Rússia, e o Amazonas fosse a Ucrânia.”

O economista e deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) chamou de “canalhice” a medida. “O Governo Federal reduziu o IPI em 25%, prejudicando estados, municípios e a Zona Franca de Manaus, enfiando um punhal em nossas costas. Para amortecer a repercussão, publicaram às 18 horas, em edição extra do DOU, na sexta-feira antes do Carnaval. Isso é canalhice. Canalhas!”, afirmou o deputado.
Essa redução, diz o líder do PSB na ALE-AM (Assembleia Legislativa do Amazonas) fere a Zona Franca de Manaus e pode tirar indústrias do Amazonas. “Quando ele diminui linearmente o IPI, ele está diminuindo também dos produtos fabricados na Zona Franca de Manaus e, assim, as vantagens comparativas que temos – e que atraíram investimento para cá – vão para o espaço e, se houver perda de competitividade, as empresas que estão aqui, vão sair”, disse Serafim.

Nesta sexta-feira, horas antes do Diário Oficial ser publicado, o senador Omar Aziz disse ao Portal Amazonas1 que a redução do IPI é um duro golpe no Amazonas. (A Zona Franca) corre risco seríssimo e, somatizado a isso, tem essa redução de 25% do IPI, que é drástica para a gente também. A gente perde competitividade, a nossa competitividade é baseada em um diferencial que nós temos aqui sobre o pagamento de tributos, porque nós temos toda dificuldade de logística.”

Paulo Guedes rebate e diz que a redução é feita pensando em “preservar a Zona Franca de Manaus”, e que por isso não haverá nova redução nos próximos dois anos. Preservar a Zona Franca é uma das promessas do presidente Bolsonaro, que agora terá de lidar com os desdobramentos da medida.
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