Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Alegando perseguição, diretor da Fundação Alfredo da Matta pede para sair

Divulgação

O diretor-presidente da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia, Alfredo da Matta (Fuam), o médico Helder de Souza Cavalcante, suplente do senador Omar Aziz (PSD), pediu demissão do cargo, alegando sofrer perseguição política. Procurada pelo Portal Amazonas1, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) não comentou o caso.

A Fundação Alfredo da Mata era administrada pelo médico Helder de Souza (Reprodução)

A afirmação foi divulgada, à imprensa, na manhã desta quinta-feira, 23, pelo próprio senador, que é candidato ao  cargo de governador do Amazonas e principal adversário do governador Amazonino Mendes (PDT).  A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado, do dia 21. A Fundação é uma unidade do Governo do Estado especializada no tratamento das doenças de pele.

Segundo Omar, o secretário executivo da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Orestes Guimarães, chamou Dr. Helder Cavalcante para uma reunião, na qual pediu apoio político ao governador Amazonino Mendes, diante das eleições que vão ocorrer neste ano. Caso contrário, ele deveria pedir exoneração do cargo.

Helder foi eleito para a função de diretor-presidente da Fuam por funcionários e pela comunidade científica e ocupava um cargo considerado de confiança. A exoneração, ‘a pedido’, foi assinada pelo governador Amazonino Mendes (PDT), que é candidato à reeleição, e pelo chefe da Casa Civil, Arthur César Zahaluth.

Caso o senador do PSD chegue ao Governo do Estado, o médico deve tomar posse no Senado Federal, já que aparece como primeiro suplente do candidato ao Executivo Estadual.

Redução

A Fuam é uma unidade que vem enfrentando reduções no orçamento, nos últimos anos. Em 2016, segundo o portal da Transparência, foram liberados pelo Governo do Estado, R$ 20 milhões para a manutenção da unidade.

Em 2017, o valor caiu para R$19,8 milhões e, neste ano,  orçamento autorizado que consta no Transparência, para o exercício vigente, é de R$ 14,78 milhões, dos quais R$ 12,42 milhões, já foram empregados em em pagamentos.