Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Economia

Interiorização e retomada da indústria são desafios da nova liderança da Suframa

Representantes da autarquia e da Associação Amazonense dos Municípios apresentaram demandas do estado

Representantes da Associação Amazonense dos Municípios (AAM) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) apontaram algumas demandas que precisam ser atendidas pela atual administração da autarquia

Novo superintendente do órgão, Bosco Saraiva (à dir.), tomou posse nessa terça-feira (Foto: Isaac Júnior/Suframa)

Manaus (AM) – Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), na manhã desta quarta-feira (26), representantes da Associação Amazonense dos Municípios (AAM) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) apontaram algumas demandas que precisam ser atendidas pela atual administração da autarquia.

O novo representante do órgão, o ex-deputado federal Bosco Saraiva, tomou posse do cargo ontem e já sinalizou algumas medidas que devem ser implementadas, como a valorização dos funcionários do órgão.

Na reunião, a secretária adjunta da Suframa, Ana Maria de Souza, apontou outras diretrizes anunciadas por Saraiva: o tripé modernização, integração e interiorização. De acordo com a secretária, esse “plano de voo” deve contribuir para a retomada do protagonismo da indústria no desenvolvimento econômico do país.

Ana Maria lembrou que a atividade industrial registrou queda acentuada nas últimas três décadas. “O nosso Polo Industrial de Manaus registrou, em 2010, valor adicional bruto em participação de 31%. Em 2020 chegou a 26%. É um conjunto de ações que serão trabalhadas para o fortalecimento do setor secundário, mola propulsora da arrecadação e da questão financeira do Amazonas”.

Potencial

O presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Anderson Sousa, pediu apoio da autarquia no aproveitamento da riquezas do interior. “A ZFM não foi criada para ficar presa em Manaus, e sim desenvolver todo o estado”, sentenciou. “Lá, temos potencial bastante elevado da indústria que pode beneficiar os produtos, em vez de apenas trazer matéria-prima”.

De acordo com o presidente da AAM, o pescado que sai de Tabatinga (a 1.106 quilômetros de Manaus) rumo a Bogotá, na Colômbia, poderia ser beneficiado no próprio município e em Santo Antônio do Içá (a 879 quilômetros da capital). “Temos rios de águas claras, como o Purus, Madeira e Juruá, com adubo natural renovado todos os anos. Não temos aproveitamento dos grãos, a exemplo do Egito. Vamos incentivar os empresários a vir para cá”.

Prefeito de Rio Preto da Eva, Sousa conseguiu autorização do governo federal para a instalação de um distrito agroindustrial e farmacológico no município, sob a previsão total de mais de R$ 80 milhões em investimentos. A iniciativa conta com o apoio do governo do Amazonas, da Suframa, Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico, Científico e Industrial (Sedecti), ao qual o Codam é vinculado, e das entidades do Sistema S.

“Trabalhamos em várias frentes para interiorização de investimento e apoio de atividades regionais”, afirmou o superintendente adjunto da Sedecti, Gustavo Igrejas. Ele citou o projeto de zoneamento do corredor ecológico do Amazonas, já homologado pelo governo federal, que consiste na definição das áreas autorizadas para atividades econômicas.

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