(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Uma transmissão ao vivo da emissora de televisão equatoriana TC foi interrompida nesta terça-feira (9) em Guayaquil por criminosos encapuzados e armados, que obrigaram os funcionários a se deitarem no chão. Foi possível ouvir tiros e gritos. As informações são da CNN.
As imagens indicam que os indivíduos sequestraram diversas pessoas que aparentemente são funcionárias do local.
Isso ocorre em meio aos sequestros de ao menos sete policiais e uma série de explosões, um dia depois que o presidente Daniel Noboa declarou estado de emergência após o criminoso mais procurado do país ter desaparecido da prisão.
Uma transmissão ao vivo, que acabou sendo cortada, mostrava funcionários reunidos no chão dos estúdios da TC em Guayaquil, enquanto pessoas armadas gesticulavam para a câmera. Alguém na transmissão ao vivo pôde ser ouvido gritando “sem polícia”.
Veja o vídeo:
A Polícia Nacional afirmou nas redes sociais que as suas unidades especializadas foram destacadas para o local para atender a emergência.
O Ministério do Interior que alertou as unidades de segurança em Guayaquil e Quito, cidades onde a TC Television tem sedes.
Estado de emergência
O presidente Daniel Noboa declarou estado de emergência por 60 dias, uma medida usada por seu antecessor, mas que não foi muito eficaz, na segunda-feira, permitindo patrulhas militares, inclusive nas prisões, e estabelecendo um toque de recolher noturno nacional.
A medida foi uma resposta à possível fuga de Adolfo Macias, líder do grupo criminoso Los Choneros, da prisão onde cumpria uma pena de 34 anos, e a outros incidentes prisionais recentes, incluindo a tomada de guardas como reféns.
O país vive um conflito armado interno e que as forças militares devem neutralizar 22 grupos criminosos organizados, que serão tratados com organizações terroristas.
Nesta terça-feira (9), as autoridades relataram a fuga de outro criminoso: Fabricio Colón Pico, um dos líderes de Los Lobos, preso na sexta-feira pelo crime de sequestro e por sua suposta responsabilidade em um plano para assassinar a procuradora-geral do país.
Sete policiais foram sequestrados já durante o período de estado de exceção. Os sequestros aconteceram nas cidades de Machala e Quito e na província de Los Rios.
Além dos sequestros de agentes na noite de segunda-feira, houve explosões na província de Esmeraldas. Várias pessoas lançaram um artefato explosivo perto de uma delegacia e dois veículos foram queimados em outros locais, sem deixar vítimas.
Em Quito, um veículo explodiu e um dispositivo foi detonado perto de uma ponte de pedestres. O prefeito Pabel Muñoz pediu ao Executivo a “militarização” de instalações estratégicas ante a “crise de segurança sem precedentes”.
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