(Foto: Reprodução/Freepik)
Manaus (AM) – Durante uma reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), nessa quarta-feira (3), o secretário de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Serafim Corrêa, denunciou operadoras de navegação que querem cobrar uma taxa de US$ 5 mil (dólares) por contêiner, devido à estiagem, fazendo com que a taxa de frete chegue a 16.500 mil dólares, segundo Corrêa.
“É previsto para a próxima sexta-feira (5), a abertura dos envelopes da dragagem dos dois pontos críticos, que são a enseada do Madeira e da costa do Tabocal. Para a surpresa de todos, anteontem, a operadora de navegação MSC distribuiu um comunicado informando que cobrará uma taxa de “pouca água” de 5 mil dólares por contêiner, a partir de 1° de agosto, e hoje a Maesrk fez a mesma coisa, só que cobrando 5.900 dólares por contêiner”, relatou.
De acordo com Corrêa, no ano passado, durante a estiagem em outubro, as empresas cobravam o valor de 2.100 dólares no mês de outubro, mas neste ano, essas mesmas empresas querem dobrar o valor da taxa de “pouca água”, o que ele considerou um absurdo, pois o aumento desvaloriza todos os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus.
“Antes, o frete que era 3.500 dólares passou para 11.500 dólares e, agora, com mais US$ 5, o frete por contêiner passa a ser 16.500 dólares. Ora, um contêiner, em média, o custo da mercadora são 45 mil dólares, 16.500 de frete, isso equivale em torno de 40%, o que é um absurdo! Isso derruba todos os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus”, repudia o secretário.
Para Serafim, as empresas de navegação querem se aproveitar da estiagem, que ainda nem aconteceu, para ganharem dinheiro. Ele também disse que espera que as autoridades federais tomem uma providência mais dura em relação aos operadores de navegação.
O secretário executivo do MDIC, Márcio Fernando Elias Rosa, concordou com Serafim Corrêa no sentido de que o custo elevado do frete inviabiliza a competitividade para a Zona Franca de Manaus. Ele se comprometeu a levar o assunto ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
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