Manaus, 16 de julho de 2026
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Manaus, 16 de julho de 2026

Cenário

Bibiano diz que a maioria dos vereadores não merece o salário que recebe na CMM

“O vereador é eleito para ser fiscal do povo. Se ele fizer qualquer outra coisa, no meu entendimento, está roubando o dinheiro do povo”, disse Professor Bibiano.

(Foto: Frame/AM)

Manaus (AM) — “Eu sou da base dos movimentos sociais, mas eu precisaria estar firmado em um partido que me desse condições para eu poder atuar mais de forma independente politicamente e o PDT é esse partido que me identifico hoje”. A fala é de Bibiano Simões Garcia Filho, mais conhecido como Professor Bibiano. Ele é candidato a vereador de Manaus pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e, nesta quinta-feira (12), participou do quadro de entrevistas do Programa ‘Cenário Político’ do Portal AM1.

Entre os diversos assuntos e sem citar nomes, Professor Bibiano, que, em 2012, foi eleito pela primeira vereador de Manaus pelo partido dos Trabalhadores (PT), criticou a atitude das lideranças locais.

“O PT é, para mim, um dos maiores partidos do Brasil, aquele que figura no campo da esquerda. E ele foi forjado no berço das lutas sociais. Me identifico muito com o PT. Mas, aqui no Amazonas, há muitas divergências dentro do próprio PT. Há um PT que está com o governador, há um PT que está com o prefeito, e outro PT que está com os movimentos sociais”, destacou o candidato que se declara como um político de base dos movimentos sociais.

Eleito à época pelo PT, Professor Bibiano se desfiliou do partido em 2018, para se filiar ao Avante, partido pelo qual concorreu ao cargo de deputado estadual, mas não foi eleito; porém, foi nomeado para a Secretaria Executiva Adjunta na Secretaria de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc-AM).

Na eleição municipal de 2020, novamente, Bibiano trocou de legenda e foi abraçado pelo Partido Republicado da Ordem Social (Pros) no qual tentou retornar à Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Inconformado, Bibiano Simões disse ao ‘Cenário Político’ que, mesmo mantendo diálogo com outras siglas partidárias, atualmente, sente-se mais confortável no PDT, agremiação que o deixa trabalhar de forma mais independente, pois, se eleito, “não quer ser puxadinho do Poder Executivo”, e reprovou o trabalho dos vereadores que atuam na CMM.

“O vereador é eleito para ser o fiscal do povo. Se ele entra naquela Casa para fazer qualquer outra coisa, no meu entendimento, ele está roubando o dinheiro do povo”, disse o candidato. Para Bibiano, a população está desacreditada dos políticos, no entanto, deseja um representante que faça o seu papel, sendo trabalhador e honesto.

Bibiano disse, ainda, que os vereadores que aí estão “não estão merecendo o salário que recebem”, uma vez que a maioria deles não honra o papel de vereador para o qual foram eleitos. Ele concorda que a maioria dos vereadores não deveria ser reeleita para um novo mandato, e citou o vereador Professor Samuel (PSD), que gerou polêmica ao afirmar que “merenda escolar não é almoço”. Bibiano, que também atua em sala de aula, destacou que já viu crianças passando mal por não estar alimentadas, esperando o horário do lanche na escola para saciar a fome.

Glória Carratte (PL), que já está no sexto mandato como vereadora, cujo histórico é usar a distribuição de sopas em comunidades da periferia para se manter no cargo, também foi apontada pelo candidato a vereador. Segundo ele, ela faz “compra indireta de votos às custas da fome do povo”.

Bibiano ainda destacou os candidatos que usam a causa animal para se promover e esquecem que há crianças nas filas das unidades de saúde sem atendimento, descartadas em prol de uma causa, que é importante, mas sensibiliza e “dá voto”.

Acompanhe a entrevista na íntegra do Programa Cenário Político nas Eleições 2024:

 

 

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