Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Por que Manaus é o único município do Amazonas onde acontece segundo turno?

Neste domingo (6), eleitores em todo o Brasil irão às urnas para definir os novos prefeitos e vereadores. Na maioria dos municípios, a escolha será resolvida ainda no primeiro turno.

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(Foto: Antônio Lima/Secom)

Manaus (AM) – Neste domingo (6), eleitores em todo o Brasil irão às urnas para definir os novos prefeitos e vereadores. Na maioria dos municípios, a escolha será resolvida ainda no primeiro turno. O Portal AM1 consultou cientistas políticos para explicar por que isso acontece.

Segundo a Constituição Federal e a Resolução TSE 23.734/2024, apenas cidades com mais de 200 mil eleitores têm a possibilidade de realizar um segundo turno caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos na primeira fase da eleição.

“A legislação brasileira determina que só há segundo turno em municípios com mais de 200 mil eleitores, e apenas Manaus possui esse número. Nenhum outro município da Amazônia, acredito, tem sequer 100 mil eleitores. Portanto, tão cedo não haverá segundo turno nesses municípios. Certo? Eu diria que, das 5.600 cidades brasileiras, acredito que não chega a 300 as que têm segundo turno”, pontuou o cientista político Helso Ribeiro ao AM1.

Apenas 103 dos 5.569 municípios brasileiros que participarão das eleições municipais deste ano terão a possibilidade de realizar um segundo turno para a escolha de prefeitos. Essa etapa acontece apenas quando nenhum candidato atinge a maioria absoluta dos votos válidos (metade mais um) no primeiro turno.

No Amazonas, apenas Manaus poderá ter uma segunda rodada de votações, marcada para o dia 27 de outubro, caso o pleito não seja definido no primeiro turno.

Em Manaus

O cientista político e antropólogo Raimundo Nonato, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), aponta fatores que indicam a possibilidade de um segundo turno nas eleições em Manaus. Para ele, um eventual segundo turno pode ser interpretado como um recado do eleitorado aos candidatos à prefeitura.

“Pesquisas de intenção de votos projetam o segundo turno para prefeito, tratam-se de fotografias de momento. Havendo outra eleição para definir quem será o prefeito, elas indicam mensagens que o eleitor transmite aos concorrentes. A princípio, para o candidato da situação, a mensagem é que a administração não é aprovada por cinquenta por cento mais um dos eleitores manauaras. A segunda mensagem, neste caso para a oposição, é que as possibilidades de ascender ao poder municipal são reais”, explicou Nonato.

Na análise sobre os alinhamentos políticos, Raimundo Nonato, cientista político da Ufam, destaca uma hipótese relacionada à fragmentação das correntes de direita, especialmente no contexto das eleições municipais.

“Podemos pontuar outra hipótese para a realização do segundo turno: a fragmentação da direita em várias frentes políticas, incluindo a extrema direita, e o processo de inanição política crônica da esquerda”, pontuou Raimundo Nonato ao Portal AM1.

 

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