(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Manaus (AM) – Nesta quinta-feira (10), uma polêmica envolvendo o ex-candidato a vereador, delegado João Tayah (PT), e a também ex-candidata a vereadora Vanda Witoto (Rede) tomou conta das redes sociais.
A captura de tela revelando uma conversa no WhatsApp, atribuída a Tayah, traz críticas contundentes à líder indígena Vanda Witoto, que foi chamada de “burra” e responsabilizada pelas derrotas eleitorais de membros do Partido dos Trabalhadores (PT).
No print em questão, Tayah critica Vanda por não ter se filiado ao PT antes das eleições municipais de Manaus, ela obteve mais de 8 mil votos, uma votação expressiva, mas insuficiente para se eleger.
Segundo Tayah, que conquistou apenas 3.357 votos, se Witoto tivesse se juntado ao PT, sua eleição teria sido garantida. Ele também criticou a permanência de Vanda na Rede Sustentabilidade, partido que, de acordo com ele, “não atingiu quociente eleitoral para eleger ninguém”.
Além disso, o delegado atribuiu à Vanda a responsabilidade pela derrota de Zé Ricardo (PT) nas eleições de 2022, para deputado federal e de Sassá da Construção Civil (PT) nas eleições de 2024 para vereador. Para Tayah, a decisão de Vanda de não integrar o PT teria enfraquecido a base eleitoral de candidatos do partido.

Resposta de Vanda Witoto
Em resposta à polêmica, Vanda Witoto utilizou suas redes sociais para compartilhar uma crítica vinda de uma seguidora. O texto, republicado em seu perfil no Instagram, questiona o posicionamento do delegado, com a frase provocativa: “Não existe delegado antifascista”. A publicação também sugeriu que Tayah deveria abdicar da candidatura em prol da eleição de mulheres.
A resposta crítica afirma: “Não existe voto útil em policial! Voto útil é em quem levanta o maracá para defender a vida, não em quem aponta uma arma para oprimir o preto, o indígena e o pobre”. O texto ainda denuncia o que chama de “ego” por parte de Tayah, afirmando que ele “nunca abrirá mão do próprio ego para construir um coletivo” e que “eles nunca serão aliados de corpos dissidentes”.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Até o fechamento desta matéria, João Tayah e Vanda Witoto foram procurados pela reportagem do AM1, mas os políticos preferiram ficar em silêncio. O espaço segue em aberto.
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