Manaus (AM) – O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Caio André (UB), enfrentou críticas ao defender a proposta de continuidade do plano de saúde para ex-vereadores e seus familiares.
Em discurso na Casa Legislativa nesta terça-feira (19), ele garantiu que a medida não beneficiaria os parlamentares da atual legislatura (18ª), pois eles já têm o direito de aderir ao plano até 31 de dezembro.
A proposta, caso aprovada, passaria a valer somente em 2025, contemplando parlamentares de legislaturas passadas.
Segundo ele, essa adesão seria paga integralmente pelos próprios beneficiários, sem gerar custos adicionais à Câmara.
Apesar da justificativa de que o pagamento seria integral, foram identificadas inconsistências.
Dados da folha de pagamento de outubro mostram que Caio André não sofreu descontos relacionados ao plano de saúde em seus rendimentos.
A ausência de informações sobre adesão ao plano durante o mandato levantou dúvidas sobre a transparência dos custos reais e os critérios adotados.
A proposta recebeu o apoio de vereadores tanto da base quanto da oposição.
A defesa do projeto, entretanto, provocou reações públicas e da imprensa, com acusações de que ele seria um privilégio disfarçado.
Embora Caio André tenha argumentado que o projeto não sobrecarregará os cofres públicos, a discussão abre precedentes sobre o papel da Câmara em financiar benefícios pós-mandato.
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