Presidente Yoon Suk-yeol - (Foto: Kim Yong Wii/Fotos Públicas)
Mundo – O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, deve evitar um processo de impeachment após parlamentares de seu partido boicotarem a votação no parlamento neste sábado (7). Legisladores governistas deixaram a sessão antes da votação, realizada em resposta à tentativa de Yoon de impor a Lei Marcial no início da semana.
Com a saída de vários representantes, a oposição não alcançou o quórum necessário de 200 parlamentares para aprovar a moção de impeachment. Fora do salão principal, parlamentares da oposição acusaram os colegas governistas de covardia.
A decisão, agora, pode ser adiada para quarta-feira (11), data disponível para uma nova tentativa de votação.
Horas antes da sessão, Yoon pediu desculpas publicamente à nação pela decisão de decretar a Lei Marcial, que provocou indignação popular e instabilidade política.
“Lamento profundamente e peço sinceras desculpas aos cidadãos que devem ter ficado muito chocados”, afirmou o presidente em um discurso breve. Ele reconheceu a responsabilidade pelos efeitos de sua decisão e descartou a possibilidade de uma nova tentativa de emenda constitucional.
O anúncio da Lei Marcial ocorreu na última terça-feira (3), sob alegações de que o principal partido de oposição, o Democrata, estaria envolvido em “atividades anti-estatais”. Em poucas horas, o decreto foi revogado após pressão parlamentar e forte reação popular.
Repercussão histórica
A declaração de emergência militar reavivou memórias dolorosas de períodos de ditadura militar na Coreia do Sul, quando a Lei Marcial foi usada para reprimir movimentos democráticos nas décadas de 1970 e 1980. A medida de Yoon foi amplamente criticada como uma tentativa autoritária de manter controle político diante da oposição majoritária no parlamento.
Apesar do recuo, o episódio reforçou o desgaste do governo e aprofundou as divisões políticas no país. Enquanto isso, a oposição se articula para novas ações contra o presidente na próxima semana.
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