(Foto: Reprodução/Freepik)
Brasil – Cerca de 79% das mulheres acreditam sofrer discriminação por suas características físicas, conforme levantamento da consultoria de estratégia Dubu. A ampliação do uso de redes sociais pode ter contribuído para o aumento da pressão estética, segundo especialistas.
Outro dado divulgado pela mesma instituição aponta que 37% dos brasileiros evitam exposição pública, demonstrando um desconforto que vai além da estética e reflete em sua interação com o espaço público.
A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) indicou que, em 2023, todos os procedimentos de face e cabeça apresentaram crescimento em relação ao ano anterior, totalizando mais de 6,5 milhões de intervenções e um aumento de 19,6%.
O enfermeiro especializado em harmonização facial e otomodelação, Eugênio Barreto, explicou, em entrevista ao Portal AM1, no programa Conexão Saúde, que a estética está diretamente ligada à autoestima dos pacientes.
“Nada melhor do que você se ver bem, nada melhor do que você se ver jovem. O envelhecimento, nós temos que entender que ele faz parte; não tem como evitar. Só que, hoje em dia, temos procedimentos e tecnologias muito boas. Então, dá para você envelhecer com qualidade, dá para você envelhecer jovem, com uma pele jovem e saudável. Não precisa estar enrugado, com a pele muito flácida. Existem procedimentos muito acessíveis também”, comentou Barreto.
Ele também destacou os benefícios da frequência em clínicas de estética para cuidados básicos, como limpeza de pele, hidratação, gerenciamento da saúde da pele e aplicação de vitaminas. Segundo Barreto, esses cuidados trazem impactos positivos na saúde física e psicológica, além de melhorar a imunidade.
“Quando você começa a ter uma recorrência de estar numa clínica de estética, com cuidados básicos, como limpeza de pele, gerenciamento de pele, hidratação e aplicação de vitaminas, os cuidados básicos já começam a trazer resultados muito bons. Assim, você consegue envelhecer com qualidade, o que impacta muito na autoestima da pessoa. Ela se sente confiante, e isso impacta na saúde fisiológica, na imunidade, no psicológico, deixando todo mundo muito bem”, afirmou.
A otomodelação, técnica não cirúrgica que utiliza fios absorvíveis para reposicionar as orelhas, foi mencionada como uma solução para questões relacionadas à autoimagem. Barreto compartilhou o caso de um paciente adolescente que sofria com baixa autoestima devido ao formato de suas orelhas.
“Então, me lembro de um adolescente de 15 anos que atendemos. Ele não saía, não ia para o banho, por causa da orelha dele, que era grande. A autoestima era baixa. A mãe tinha que buscar uns brincos de pressão para ele sair de casa; ele tinha que sair com um brinco de pressão, que machucava a orelha. Então, ele sentia a dor constantemente, por causa das zoações dos amigos. Ele não se aceitava, entendeu? Então, nós realizamos o procedimento, e agora, está tudo feliz, está tudo ok”, relatou Barreto.
Confira a entrevista completa:
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