Manaus, 7 de julho de 2026
×
Manaus, 7 de julho de 2026

Mundo

Quase mil presos que protestaram contra Maduro são soltos

2,4 mil pessoas detidas após a proclamação da vitória de Maduro, que garantiu um terceiro mandato de seis anos, foram acusadas de crimes como terrorismo e incitação ao ódio.

(Foto: RS/via Fotos Públicas)

MUNDO – Um total de 956 das mais de 2,4 mil pessoas detidas durante os protestos contra a polêmica reeleição do presidente Nicolás Maduro, em julho, foram liberadas antes do Natal na Venezuela, segundo informações divulgadas nasegunda-feira (23) pelo Ministério Público (MP) venezuelano, que também anunciou mais 223 libertações recentes.

O MP informou em comunicado que “um novo grupo de casos foi revisado ao longo do dia de hoje, em coordenação com os tribunais penais”. Durante a manhã de segunda-feira, foram concedidas 177 libertações, seguidas de mais 46 à tarde, totalizando “956 solturas realizadas dentro do devido processo garantido pela Constituição da República”.

Familiares e amigos dos detidos têm realizado protestos e vigílias nas últimas semanas para pressionar pela liberação antes do Natal.

Na sexta-feira (20), foram anunciadas 200 libertações, somando-se às 179 realizadas durante a semana e às mais de 300 desde novembro. Entre os libertados estão adolescentes, embora as autoridades não tenham especificado o número.

A ONG Foro Penal, que monitora casos de “presos políticos”, contabilizava cerca de 330 detidos até sexta-feira e segue atualizando os números. A organização registrou a prisão de 164 adolescentes durante os protestos e destacou que a maioria dos libertados está sob medidas cautelares.

As mais de 2,4 mil pessoas detidas após a proclamação da vitória de Maduro, que garantiu um terceiro mandato de seis anos, foram acusadas de crimes como terrorismo e incitação ao ódio, sendo mantidas em prisões de segurança máxima.

Os protestos ocorreram após a oposição, liderada por María Corina Machado, afirmar que seu candidato, Edmundo González, venceu as eleições. A vitória de Maduro não foi reconhecida por países como Estados Unidos, membros da União Europeia e outras nações latino-americanas.

Organizações e familiares denunciam que muitos foram presos sem mandado, além de relatar casos de maus-tratos, tortura e mortes sob custódia. Três detidos, com idades entre 36 e 44 anos, morreram enquanto estavam sob responsabilidade das autoridades, e tentativas de suicídio também foram registradas. Os protestos resultaram ainda em 28 mortes e cerca de 200 feridos.

(*) Com informações do G1

LEIA MAIS: