(Foto: Ricardo Stuckert/ Agência Brasil)
Brasil – A aprovação do Governo Federal pode sofrer queda após os escândalos do INSS. A fraude deve impactar na aceitação do Presidente Lula para as eleições de 2026, é o que explica especialista.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está sendo desaprovado por 54% dos brasileiros, de acordo com a pesquisa Pulso Brasil/Ipespe divulgado no dia 22 de maio.
Segundo o instituto, as denúncias de fraudes no INSS foram citadas por 30% dos participantes da pesquisa quando perguntados sobre as notícias sobre o governo consumidas nas últimas semanas.
Comparado as pesquisas do mês março, a desaprovação e aceitação de Lula a frete do Governo Federal se manteve estável, ou seja, os números não mudaram.
Porém, a Paraná Pesquisas revelou que no RJ e SP a rejeição ao governo é alta: 59,9% no RJ e 63,1% em SP, com avaliação negativa de 52,8% em SP.
Crescimento
Se comparado ao mês de fevereiro, a desaprovação do petista tem sofrido um crescimento significativo.
Isso porque os índices que reprovavam o governo de Lula, em fevereiro, era de 34% segundo a pesquisa feita na época pelo Datafolha.
Escândalos do INSS
O levantamento do instituto AtlasIntel, divulgado também em maio constatou que 84% conhecem as notícias sobre o INSS, e segundo o Diretor Presidente da Action Pesquisas, Afrânio Soares a repercussão deve influenciar os próximos resultados.
“As pesquisas nacionais mostram que a popularidade do Presidente Lula está estável, embora sua reprovação supere a aprovação em alguns levantamentos. Quanto à popularidade de Lula, as pesquisas ainda indicam um cenário misto. Assim, o governo ainda enfrenta uma tendência de reprovação superior à aprovação”, destacou.
Segundo Soares, o principal problema deve ser a resposta do Governo Federal para gerar soluções sobre a fraude do INSS.
“O principal problema é a percepção de atraso na ação do governo. Metade dos brasileiros vê demora no enfrentamento às fraudes no INSS. Segundo a AtlasIntel, 53,1% acreditam que isso afeta negativamente a imagem da gestão. Uma CPI sobre o assunto poderia agravar ainda mais a situação”, analisou.
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