Manaus, 7 de julho de 2026
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Economia

Moraes afirma que STF não se curvará a pressões internacionais

O ministro ressaltou a soberania do Brasil e afirmou que o STF não aceitará ingerência de Estados estrangeiros.

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(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Brasília (DF) – Ao impor medidas cautelares ao expresidente Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandou uma série de recados em torno das tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtores brasileiros.
O ministro destacou como um “país soberano” como o Brasil “sempre saberá defender sua democracia” e ponderou que o Poder Judiciário “não permitirá qualquer tentativa de submeter o funcionamento do STF ao crivo de outro Estado, por meio de atos hostis derivados de negociações espúrias e criminosas de políticos brasileiros como o Estado estrangeiro”.

O ministro vê “patente obstrução à Justiça e clara finalidade de coagir” o STF no julgamento da ação penal do golpe, para “criar verdadeira impunidade penal e favorecer” o expresidente Jair Bolsonaro, “impedindo o Poder Judiciário de analisar, por meio do devido processo legal, a imputação criminal” feita ao exchefe do Executivo.

Segundo Moraes, o aumento de tarifas imposto por Trump tem como finalidade a “criação de uma crise econômica no Brasil, para gerar uma pressão política e social no Poder Judiciário e impactar as relações diplomáticas entre Brasil e EUA, bem como na interferência no andamento da AP 2668 ação penal do golpe de Estado”.

Absolutamente inflexível

Evocando Machado de Assis, Moraes ponderou que a soberania nacional “não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida”. Destacou que o STF “sempre será absolutamente inflexível” na defesa de tal soberania. Chegou a lembrar até do 16º presidente dos EUA, Abraham Lincoln, e de sua “lição” de que “os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis”.

Nesse sentido, Moraes citou como princípio inflexível da Constituição, a independência do Judiciário em defesa da Carta Magna. “A história desse STF demonstra que jamais faltou coragem aos seus membros para repudiar as agressões contra os inimigos da soberania nacional, democracia e Estado de Direito, sejam inimigos nacionais, sejam inimigos estrangeiros”, frisou o ministro.