(Foto: Divulgação/Instagram do Trump)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os Estados Unidos irão governar a Venezuela imediatamente após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada no clube Mar-a-Lago, na Flórida. Segundo Trump, a administração norte-americana assumirá o controle do país até que haja uma transição considerada segura.
“Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata. Não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita por muitos anos. Portanto, vamos governar o país”, afirmou.
Trump não especificou quanto tempo pretende manter essa transição de poder sob controle dos Estados Unidos.
Ataque em larga escala e captura de Maduro
O anúncio ocorre após um ataque em larga escala realizado na madrugada deste sábado. O presidente norte-americano informou que a ofensiva atingiu a capital Caracas e outras cidades da Venezuela por vias aérea e terrestre.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a operação foi bem-sucedida e resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que teriam sido retirados do país.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, escreveu.
Trump acrescentou que a operação contou com o apoio das forças policiais dos Estados Unidos e anunciou novos detalhes.
“Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos EUA. Mais detalhes em breve. Haverá uma coletiva de imprensa hoje, às 11h, em Mar-a-Lago”, declarou.
Reação do governo venezuelano
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou a ação como “vil e covarde”. Ele também afirmou que o governo venezuelano buscará apoio da comunidade internacional.
Trump acusa Nicolás Maduro de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. Nos últimos meses, bombardeios norte-americanos a embarcações em águas do Caribe já haviam sido registrados.
Por sua vez, Maduro negou reiteradas vezes qualquer envolvimento com o narcotráfico e também pediu apoio de organismos internacionais diante da escalada do conflito.
(*) Com informações da Agência Brasil
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