Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Manaus reforça combate à Aids com implantação definitiva do Circuito Rápido

Estratégia agiliza diagnóstico, tratamento e prevenção de infecções oportunistas na rede municipal de saúde.

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(Foto: Divulgação /Semsa)

Manaus (AM) – O diagnóstico tardio do HIV e o surgimento de infecções oportunistas continuam sendo fatores determinantes para os óbitos por Aids em Manaus, cenário que motivou a implantação definitiva do Circuito Rápido da Doença Avançada na rede assistencial da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

A estratégia busca reduzir hospitalizações e mortalidade por meio da identificação precoce de casos graves e do início imediato do tratamento.

Implementado inicialmente como projeto-piloto em 2023, o Circuito Rápido é uma iniciativa do Ministério da Saúde adotada por 23 municípios brasileiros. Em Manaus, a experiência resultou na reorganização do fluxo de atendimento às pessoas vivendo com HIV/Aids, com prioridade para a redução do tempo entre o diagnóstico, a profilaxia e a introdução da terapia antirretroviral.

De acordo com a chefe do Núcleo de Controle de HIV/Aids, ISTs e Hepatites Virais da Semsa, Thayná Saraiva, a estratégia é voltada especialmente aos pacientes com imunidade comprometida, mais suscetíveis a doenças oportunistas como tuberculose, histoplasmose e criptococose. Para isso, a rede municipal passou a ofertar testes rápidos específicos, permitindo intervenções precoces e evitando o agravamento do quadro clínico.

Desde maio de 2023, 484 pessoas vivendo com HIV/Aids com doença avançada foram avaliadas nos Serviços de Assistência Especializada (SAEs) de Manaus. Atualmente, o Circuito Rápido está definitivamente implantado nos quatro SAEs administrados pela Prefeitura, com monitoramento contínuo dos atendimentos e ações de busca ativa de pacientes que interromperam o tratamento.

Em 2025, o município registrou 233 óbitos por Aids, número inferior ao de 2022, quando foram contabilizadas 262 mortes, antes da implantação do projeto. Para o infectologista Bruno Araújo Jardim, o dado reforça a importância da adesão ao tratamento.

Segundo ele, o uso correto da terapia antirretroviral permite qualidade de vida, expectativa de vida próxima à da população em geral e impede a transmissão do vírus.

(*) Com informações da Assessoria

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