Manaus, 27 de julho de 2026
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Manaus, 27 de julho de 2026

Cidades

Amazonas aparece no centro das áreas com maior risco de devastação na Amazônia

As terras indígenas e unidades de conservação também entram no alerta.

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(Foto: darekb22/Depositphotos)

Manaus (AM) – Levantamento da plataforma de inteligência artificial PrevisIA aponta que o Amazonas está entre as unidades da Amazônia Legal com maior pressão prevista de desmatamento em 2026. A estimativa indica que cerca de 1.000 km² no estado podem sofrer devastação, área que corresponde a 18% de todo o território sob ameaça na região amazônica.

Na porção sul do Amazonas, dois municípios que integram a área chamada Amacro figuram entre as dez localidades em condição mais preocupante no levantamento. Apuí aparece na 4ª posição do ranking, enquanto Lábrea ocupa o 6º lugar entre as cidades com cenário mais crítico.

As projeções da PrevisIA indicam que, em 2026, cerca de 1.686 km² da Amazônia devem enfrentar níveis alto ou muito alto de ameaça de desmatamento, equivalente a 31% da área monitorada. O levantamento também aponta 1.056 km² (20%) com risco moderado e outros 2.759 km² (50%) classificados entre baixo e muito baixo.

No território amazonense, as áreas mais pressionadas coincidem com zonas de avanço da agropecuária e regiões próximas a rodovias e ramais. Dados desde 2020 mostram que aproximadamente 95% das derrubadas de floresta acontecem em uma faixa de até 5,5 quilômetros de alguma via de acesso.

Segundo a pesquisadora do Imazon, Alexandra Alves, o detalhamento por estado é essencial para orientar a atuação dos órgãos responsáveis na proteção da floresta. Ela destaca que, no Amazonas, Apuí e Lábrea são pontos estratégicos para frear o avanço do desmatamento.

O estudo também indica que a pressão não se limita aos municípios: no Amazonas, terras indígenas e unidades de conservação estaduais figuram entre as regiões com maior vulnerabilidade. Ao todo, são 357 km² de áreas indígenas sob ameaça e outros 598 km² dentro de unidades protegidas, o que evidencia a urgência de medidas de proteção em nível local.

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