(Foto: Gilvanete Costa/Serfi-AM)
Brasília (DF) – A delegação do Amazonas, formada por 45 representantes, participa em Brasília da 6ª Conferência Nacional das Cidades, iniciada na terça-feira (24) e prevista para encerrar na sexta-feira (27). O encontro, promovido pelo Ministério das Cidades por meio do Conselho das Cidades (ConCidades), retoma o debate nacional sobre política urbana após dez anos sem a realização da etapa nacional e 12 anos de inatividade do colegiado.
A abertura contou com a presença do ministro Jader Filho. A comitiva amazonense é liderada pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Marcellus Campêlo, que representa o governador Wilson Lima e integra o ConCidades como membro titular.
O estado levou 20 propostas aprovadas na etapa estadual, realizada em agosto de 2025. As sugestões estão organizadas em três eixos: território, saneamento, habitação e mobilidade; governança, cooperação e financiamento; e meio ambiente, clima, tecnologia e segurança.
Entre os principais pontos defendidos pelo Amazonas estão a adoção de soluções descentralizadas de saneamento para comunidades ribeirinhas, o fortalecimento da regularização fundiária, diretrizes específicas para mobilidade em áreas periféricas e o reconhecimento do transporte fluvial comunitário. Também constam propostas de ampliação do financiamento urbano, cooperação entre União, estado e municípios, além de ações de educação ambiental, justiça climática e proteção de igarapés e balneários urbanos.

(Foto: Gilvanete Costa/Serfi-AM)
Participação
A participação na etapa nacional é resultado da retomada da mobilização estadual. Neste ciclo, 19 municípios realizaram conferências municipais — quase o dobro dos 10 registrados em 2013 — e a etapa estadual reuniu 212 representantes. O processo também marcou a reativação do Conselho das Cidades do Amazonas (ConCidades-AM).
A programação inclui debates técnicos sobre Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), habitação, regularização fundiária, saneamento, mobilidade, cooperação interfederativa, sustentabilidade, transformações digitais e segurança cidadã. O encerramento prevê a consolidação do texto da PNDU e a definição das entidades que irão compor a nova gestão do ConCidades.
(*) Com informações da assessoria
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