Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Brasil

Senador diz que morte de investigado, braço direito do presidente do banco Master pode ser ‘queima de arquivo’

Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana afirma que não se pode descartar hipóteses sobre morte de homem ligado a Daniel Vorcaro sob custódia da Polícia Federal.

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(Foto: Carlos Moura /Agência Senado)

Manaus (AM) – O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou nesta quinta-feira (5) que a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro, pode não ter sido suicídio, como aponta inicialmente a Polícia Federal (PF). Para o parlamentar, há a possibilidade de que o caso represente uma tentativa de “queima de arquivo”.

A União confirmou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias da morte.

Em publicação na rede social X, o senador afirmou que, diante das informações já divulgadas nas investigações, incluindo mensagens que indicariam ameaças contra jornalistas e autoridades, nenhuma hipótese deve ser descartada neste momento.

“Diante das informações já reveladas nas investigações, inclusive mensagens que apontam ameaças contra jornalistas e autoridades, não se pode descartar nenhuma hipótese neste momento, nem mesmo a possibilidade de que estejamos diante de uma eventual queima de arquivo”, escreveu.

Para Viana, a morte de um investigado que estava sob custódia do Estado e que teria informações relevantes sobre um dos maiores escândalos financeiros e políticos recentes do país levanta questionamentos graves.

Segundo o senador, o fato de o investigado ter morrido dentro de uma instalação pública sem esclarecimentos imediatos exige uma apuração detalhada.

“A sociedade brasileira precisa saber exatamente o que aconteceu dentro de uma unidade da Polícia Federal. Por isso, exigimos uma investigação rigorosa, transparente e acompanhada de perto pelas autoridades competentes, para que toda a verdade venha à tona”, declarou.

O caso segue sob investigação das autoridades federais, que devem analisar as circunstâncias da morte e eventuais responsabilidades.