(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Manaus (AM) – A nova fase do programa federal de renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0, deve beneficiar trabalhadores com carteira assinada que ganham até cinco salários mínimos (cerca de R$ 8 mil por mês). Para esse grupo, o governo estuda permitir o uso de parte do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como forma de ajudar a quitar dívidas e limpar o nome.
Pelas regras em discussão, o saque só será permitido para quem conseguir quitar totalmente os débitos. Além disso, o valor liberado será limitado a até 20% do saldo disponível no FGTS de cada trabalhador.
Quem já aderiu ao saque-aniversário também poderá participar do programa. A expectativa do Palácio do Planalto é movimentar cerca de R$ 7 bilhões com a medida, reduzindo o número de brasileiros endividados.
Regras para evitar novas dívidas
O Desenrola 2.0 também deve trazer mecanismos para evitar que os beneficiários voltem a se endividar após a renegociação.
Entre as propostas em análise, está a criação de restrições ao uso de modalidades de crédito consideradas mais caras, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial. A ideia é que os participantes assumam compromissos para evitar esse tipo de dívida e tenham incentivo à educação financeira.
Descontos podem chegar a 90%
O programa prevê ainda negociações com bancos e instituições financeiras para oferecer descontos expressivos, que podem chegar a até 90% do valor das dívidas.
O lançamento do Desenrola 2.0 pode ocorrer nos próximos dias, por meio de medida provisória e complementação via decretos e portarias. O governo também avalia ampliar a iniciativa para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e pequenas empresas.
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