(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)
Manaus (AM) – A inclusão de pessoas surdas no Amazonas ainda esbarra na falta de estrutura nas escolas, escassez de intérpretes e baixa prioridade dada ao ensino de Libras dentro da rede educacional. A avaliação é da professora e empreendedora educacional Fabiana Ferreira, CEO do “Núcleo do Reforço” e autora do livro “Libras Mãos que Falam”.
Durante entrevista ao programa AM1 Entrevista, do Portal AM1, Fabiana afirmou que o estado avançou após a criação da Lei de Libras e da regulamentação da profissão de intérprete, mas disse que a realidade ainda está distante do ideal. “Hoje a gente não pode falar em inclusão sem incluir de verdade”, afirmou.
Fabiana usou uma comparação para explicar a dificuldade enfrentada por pessoas surdas em ambientes sem acessibilidade. “É como se a gente estivesse em outro país vendo pessoas falando e sem entender nada. O surdo vê nossas bocas mexendo, mas sem compreender. Isso é desacolhedor”, disse.
Segundo ela, o intérprete dentro das escolas representa muito mais do que um apoio pedagógico. “Ele faz aquela criança se sentir pertencente à sociedade”, afirmou.
A professora destacou que o estado possui uma grande comunidade surda ainda invisibilizada. “Segundo o IBGE, o Amazonas já passa de 100 mil pessoas surdas”, disse.
Apesar dos avanços legais, Fabiana afirmou que o processo de inclusão ainda ocorre de forma gradual. “A lei foi maravilhosa, mas ainda precisamos melhorar muito. Principalmente no acolhimento das famílias”, declarou.
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