Manaus, 8 de julho de 2026
×
Manaus, 8 de julho de 2026

Cenário

Operação no Rio Javari apreende 14 toneladas de skunk na fronteira com o Peru

Operação integrada entre militares brasileiros e peruanos retirou toneladas de drogas de circulação.

operacao-no-rio-javari-apreend

(Foto: Divulgação/ Op.Ágata)

Manaus (AM) – A Operação Ágata Amazônia 2026 tem ampliado a presença do Estado em áreas remotas do Amazonas ao unir ações de segurança e atendimento social em municípios da região de fronteira. Coordenada pelo Ministério da Defesa e executada pelo Comando Conjunto Harpia, a mobilização reúne mais de 1,6 mil militares das Forças Armadas, além de agentes da Polícia Federal, Receita Federal, Ibama, Censipam e forças estaduais.

Nos dias 7 e 8 de maio, equipes da operação realizaram atendimentos médicos e serviços básicos em comunidades indígenas e ribeirinhas de Barcelos, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Tefé.

Em Barcelos, o Navio de Assistência Hospitalar Carlos Chagas prestou atendimento de saúde à população. Em São Gabriel da Cachoeira, cerca de 140 moradores da comunidade indígena Taquara Mirim receberam serviços sociais, enquanto militares do 5º Batalhão de Infantaria de Selva intensificaram patrulhamentos no Rio Marié com apoio de drones e cães farejadores.

Já em Tefé, a Marinha realizou atendimentos médicos por meio de um navio hospital e apresentou ações de fiscalização fluvial desenvolvidas na região. Em Tabatinga, as equipes reforçaram fiscalizações com apoio da Receita Federal e da Polícia Militar do Amazonas em pontos estratégicos usados pelo tráfico de drogas no braço do Rio Javari.

Segundo o chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, Paulo César Bittencourt Ferreira, o diferencial da Operação Ágata está na integração entre as Forças Armadas e órgãos civis.

“A Operação Ágata é caracterizada por ser uma operação conjunta, e também uma operação interagências. Contamos com o apoio da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ibama e de outros órgãos, das polícias municipais e estaduais. Especialmente na faixa de fronteira, é onde as Forças Armadas têm autonomia de combater os ilícitos transnacionais e também os ambientais”, afirmou.

Além das ações sociais, a operação também intensificou o combate ao narcotráfico e aos crimes transfronteiriços na região do Vale do Javari, na fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia.

Desde o início da operação, em 6 de abril, mais de 15 toneladas de drogas foram apreendidas. O balanço divulgado até esta sexta-feira (8) inclui carregamentos de maconha do tipo skunk, cocaína, armas e materiais usados por organizações criminosas.

A maior apreensão ocorreu durante uma operação espelhada entre Brasil e Peru, quando cerca de 14 toneladas de skunk foram encontradas às margens do Rio Javari, em território peruano. A ação reuniu tropas brasileiras da Marinha, Exército e Aeronáutica, além da Brigada de Selva 25 e da polícia antidrogas peruana.

Também foram apreendidos quatro espingardas calibre .22, um fuzil Micro Galil calibre 5,56 mm, uma submetralhadora Micro Uzi calibre 9 mm, munições e coletes balísticos.

Em outra ação conjunta, realizada na terça-feira (5), militares brasileiros e peruanos apreenderam 985 quilos de maconha durante patrulhamento no Rio Javari. Segundo as Forças Armadas, esta foi a maior apreensão já registrada em uma operação espelhada entre os dois países.

As forças de segurança também desativaram um laboratório clandestino de processamento de drogas no Igarapé Recreo, no Peru, próximo ao Rio Javari. No local foram apreendidos 1,5 tonelada de cloridrato de cocaína líquida, folhas de coca, combustível e equipamentos usados na produção de entorpecentes.

De acordo com as Forças Armadas, as ações têm como objetivo desarticular a logística das organizações criminosas que atuam na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

“A rota da tríplice fronteira gera muitos ilícitos e particularmente o tráfico ilícito de drogas. A importância desta operação é desarticular e afetar toda a organização criminosa que produz droga na zona”, destacou o coronel do Exército do Peru, O’Connor.

(*) Com informações da Assessoria

LEIA MAIS: