Manaus (AM) – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou que o uso de igrejas e da influência religiosa para favorecer candidatos pode configurar abuso de poder político e econômico, resultando em cassação de mandato e inelegibilidade.
A decisão manteve a cassação da prefeita, do vice-prefeito e de um vereador de Votorantim (SP), que utilizaram um culto religioso para promover suas candidaturas em 2024. O TSE também considerou suspeito um reajuste elevado no aluguel de um imóvel da igreja pago pela prefeitura, indicando possível favorecimento financeiro.
A Corte destacou que templos e líderes religiosos não podem ser usados como instrumentos de campanha eleitoral. A decisão serve de alerta para as eleições de 2026 e reforça a separação entre liberdade religiosa e disputa política.
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