Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Brasil

Lula busca apoio de Hugo Motta para aprovar redução da jornada de trabalho

Presidente afirma que mudança deve ocorrer sem redução salarial e reconhece obstáculos para aprovação da PEC no Congresso.

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(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom /Agência Brasil)

Manaus (AM) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (22) que irá se reunir na próxima segunda-feira (25) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para tratar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

A proposta deve avançar na Câmara na próxima semana e é considerada uma das principais pautas trabalhistas defendidas pelo governo federal.

Durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula afirmou que a redução da carga horária é uma medida necessária para melhorar as condições de trabalho dos brasileiros, mas reconheceu que a aprovação depende de articulação política.

“Obviamente, não temos força para aprovar tudo que a gente quer, então temos que negociar”, disse o presidente ao comentar as negociações com parlamentares e representantes dos setores produtivos.

Lula reforçou que a intenção do governo é implementar a mudança de forma integral, reduzindo a jornada de 44 para 40 horas semanais sem impacto nos salários dos trabalhadores.

“Estamos trabalhando com a mentalidade retrógrada de gente que parece moderninha na televisão, mas, no trato com o subordinado, não tem nada de moderno. Nós defendemos que a redução seja de uma vez, de 44 para 40 horas, sem reduzir salário”, afirmou.

Planalto avalia período de adaptação

Enquanto busca apoio para aprovar a PEC, o Palácio do Planalto estuda alternativas para diminuir a resistência de setores empresariais. Entre as possibilidades está a criação de um período de transição entre dois e cinco anos para que as empresas possam se adequar gradualmente às novas regras.

A proposta, entretanto, divide opiniões dentro do próprio governo. Há integrantes do Executivo que defendem a implementação imediata da redução da jornada, sem qualquer prazo de adaptação.

Relatório será apresentado na próxima semana

O deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), relator da PEC, adiou para segunda-feira (25) a apresentação de seu parecer sobre a matéria. Inicialmente, o documento seria divulgado na última quarta-feira (20).

A expectativa é que a proposta seja votada na comissão responsável já na terça-feira (26), etapa considerada fundamental para definir o futuro da iniciativa no Congresso Nacional.

Debate ganha força no país

A discussão sobre o fim da escala 6×1 tem mobilizado trabalhadores, sindicatos e entidades empresariais em todo o país. Defensores da proposta argumentam que a redução da jornada pode aumentar a qualidade de vida, reduzir o desgaste físico e mental dos profissionais e estimular a criação de novos postos de trabalho.

Por outro lado, representantes do setor produtivo alertam para possíveis impactos financeiros e operacionais, especialmente em segmentos que dependem de escalas contínuas de funcionamento.

Com a reunião marcada para a próxima semana, o governo tenta construir consenso político para viabilizar uma das mudanças mais significativas nas regras trabalhistas brasileiras das últimas décadas.

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