(Foto: Divulgação/ Instagram )
Manaus (AM) – O presidente estadual do Partido Liberal no Amazonas (PL-AM), Alfredo Nascimento, rebateu as críticas de que seria um político de esquerda e afirmou que sempre teve posicionamento conservador. A declaração foi feita durante entrevista ao canal Papo Cabloco, ao ser questionado sobre as críticas de que um “político de esquerda” estaria comandando o PL no Amazonas.
Segundo Alfredo, existe uma interpretação equivocada por parte de alguns adversários em razão de sua passagem pelo Ministério dos Transportes durante os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
“As pessoas fazem muita confusão disso. Eu sou de direita com convicção. Sou militar, sou cristão, preservo a família e defendo a liberdade. Algumas pessoas mal informadas dizem que eu sou de esquerda, mas eu nunca fui de esquerda”, afirmou.
O dirigente explicou que sua participação no governo federal ocorreu porque o então Partido Liberal integrava a base de sustentação do governo Lula e ocupava a Vice-Presidência da República com José Alencar.
“Naquela época a gente não tinha essa definição tão clara entre esquerda e direita. Isso ficou mais evidente depois do surgimento do Bolsonaro”, disse.
Durante a entrevista, Alfredo também elogiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem atribuiu a consolidação das pautas conservadoras no país.
“O Bolsonaro delimitou o que é esquerda e o que é direita. Ele foi muito feliz. Costumo dizer que foi um enviado de Deus para defender essas pautas”, declarou.
Passagem pelo Ministério dos Transportes
Alfredo Nascimento comandou o Ministério dos Transportes em diferentes períodos entre 2004 e 2011, durante os governos de Lula e Dilma Rousseff. A atuação no governo petista continua sendo alvo de críticas de adversários políticos no Amazonas.
Críticas de Coronel Menezes
Um dos principais críticos de Alfredo Nascimento é o ex-superintendente da Suframa e pré-candidato a deputado federal Coronel Menezes (Avante). Ao anunciar sua saída do PL, Menezes afirmou que não concordava com a permanência de Alfredo na presidência estadual da legenda.
“Eu saí do PL porque não concordo que um ministro do PT por 12 anos, esquerdista de carteira assinada, que foi a Cuba aprender política, seja presidente estadual do partido”, declarou.
A troca de críticas entre os dois não é recente. Nos últimos meses, Coronel Menezes tem feito sucessivas declarações questionando a liderança de Alfredo Nascimento no PL amazonense, enquanto o dirigente do partido mantém o discurso de alinhamento às pautas conservadoras e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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