Manaus, 15 de julho de 2026
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Manaus, 15 de julho de 2026

Cenário

Convenção sem PT escancara racha na aliança de Eduardo Braga

Exclusão de Marcelo Ramos da disputa ao Senado amplia insatisfação do PT e deixa federação Brasil da Esperança fora do ato de oficialização da chapa.

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(Foto: Divulgação / Assessoria)

Manaus (AM) – A convenção que oficializará a candidatura do senador Eduardo Braga (MDB) à reeleição, marcada para o próximo dia 25 de julho, em Manaus, será realizada sem a participação da federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. A ausência dos partidos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva evidencia o desgaste interno da aliança e é reflexo direto da crise provocada pela retirada do ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) da disputa ao Senado.

O evento reunirá apenas MDB, PSD e Republicanos. Na ocasião, também serão oficializadas a candidatura de Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas e as chapas proporcionais das três siglas.

Embora a federação permaneça formalmente na coligação, a decisão de não participar da convenção expõe que o apoio está longe de ser consensual. Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que o espaço político do partido foi reduzido após a definição da chapa majoritária.

O principal motivo da insatisfação foi a possível exclusão de Marcelo Ramos da disputa ao Senado. Filiado ao PT e pré-candidato da legenda, Ramos intensificou sua pré-campanha nos últimos meses, participou de agendas políticas e defendia representar o campo progressista na eleição. Entretanto, Eduardo Braga articulou para permanecer como único candidato ao Senado na coligação, movimento que prevaleceu após negociações envolvendo a direção nacional do PT.

A possível não candidatura de Marcelo Ramos provocou forte reação dentro do partido. Lideranças petistas passaram a questionar a condução das negociações e o espaço concedido ao PT na aliança. O resultado foi o distanciamento da federação Brasil da Esperança da convenção de Braga, apesar da manutenção formal do apoio às candidaturas de Omar Aziz e do próprio senador.

A ausência do PT, PV e PCdoB em um dos principais atos da campanha evidencia um cenário de divisão. Enquanto Braga preservou sua candidatura à reeleição, perdeu o protagonismo de partidos que integram a base do governo Lula, justamente no momento em que busca demonstrar unidade para a disputa eleitoral.

O episódio também fortalece o discurso de aliados de Marcelo Ramos, que afirmam que sua candidatura esta sendo sacrificada para atender aos interesses de Eduardo Braga, deixando o PT sem protagonismo na chapa majoritária e aprofundando o mal-estar entre o MDB e a esquerda amazonense. Apesar do impasse, a federação ainda não anunciou qualquer mudança formal no apoio à coligação.

 

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