(Foto: Divulgação/IMMU e Aline Lira/Ufam)
Manaus (AM) – A frota de ônibus do transporte coletivo de Manaus está completamente paralisada desde o início da tarde desta segunda-feira (20). O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano Coletivo de Manaus, Givancir Oliveira, anunciou uma greve geral da categoria como resposta ao descumprimento reiterado do pagamento de salários por parte das empresas consorciadas.
A decisão, tomada por volta das 13h, atinge 100% do sistema e interrompe a circulação de veículos em todas as regiões da capital amazonense.
A paralisação tem caráter imediato e atinge não só os veículos em circulação, mas também garagens e terminais. A categoria já havia tentado outras vias para resolver o impasse antes de recorrer à greve. Conforme o líder sindical, o sindicato buscou a Justiça, a mediação de negociação e o diálogo.
Apesar da existência de uma decisão judicial que determina o pagamento em dia, as empresas continuaram a desrespeitar os prazos. A medida judicial previa, inclusive, a aplicação de multa diária para os consórcios que descumprissem a obrigação, mas os atrasos persistiram, o que motivou o endurecimento da postura da categoria.
Em um vídeo publicado pelo próprio sindicato, Oliveira afirmou que a categoria se sentiu desrespeitada pelos sucessivos descasos e declarou o esgotamento do diálogo com os patrões.
“Companheiros e companheiras, vocês têm sido minha testemunha que o sindicato tem feito de tudo para parar o estado de Manaus, para alcançar o greve, o sindicato buscou a justiça, o sindicato buscou a mediode negociação, o sindicato buscou um diálogo. Nem com a decisão judicial que obriga as empresas a nos pagarem em dia, elas não conseguem. Cansado do desprezo das empresas, dos trabalhadores, nesse exato momento acabou o diálogo”, disse.
A situação é considerada crítica e não há previsão de retorno das atividades. A orientação para a categoria é paralisar todos os veículos, independentemente da localização.
“Nesse exato momento vai ter o equipo do Terminal 1 paralisando o centro e os demais companheiros da manutenção, a administração para na garagem, para no terminal, para nas avenidas, para na bola, onde tiver um ônibus de transporte coerente, nesse exato momento é para paralisar”, declarou o líder sindical.
Em tom de indignação, Oliveira criticou duramente as administradoras dos consórcios, classificando a postura como desrespeitosa.
Com a paralisação total da frota, a população de Manaus precisa buscar rotas alternativas de deslocamento. O sindicato informou que a greve só será suspensa quando os salários atrasados forem quitados pelas empresas.
Apenas o pagamento integral dos vencimentos poderá normalizar a circulação dos ônibus na cidade, já que a decisão judicial anterior, que previa multas diárias em caso de atraso, não foi suficiente para garantir o cumprimento do acordo.
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