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Manaus, 21 de julho de 2026
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Manaus, 21 de julho de 2026

Cidades

Após vazamento químico, Manaus registra 648 atendimentos por exposição ao estireno

Semsa investiga duas mortes e afirma que monitoramento continuará mesmo após o controle do vazamento.

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Vista aérea do Polo Industrial de Manaus. (Foto: Arquivo/Sedecti)

Manaus (AM) – A exposição ao gás estireno após o vazamento registrado na empresa Innova, no Distrito Industrial de Manaus, já resultou em 648 atendimentos nas redes pública e privada de saúde até as 15h desta segunda-feira (20). O balanço foi divulgado pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em um informe epidemiológico ampliado sobre o incidente ocorrido na última quarta-feira (15).

Segundo os dados da Diretoria de Vigilância Ambiental e Epidemiológica, Zoonoses e de Saúde do Trabalhador (Dvae), apenas uma pessoa permanece internada. O painel também informa que dois óbitos continuam sendo investigados pelo Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (Cievs) para verificar se há relação entre as mortes e a intoxicação pelo produto químico.

A primeira morte é de um homem de 60 anos, registrada na quinta-feira (16), no Centro de Manaus. A segunda ocorreu na madrugada de domingo (19) e envolve um trabalhador de 66 anos que atuava no Distrito Industrial.

Maior número de atendimentos ocorreu nos dois dias seguintes ao vazamento

O levantamento mostra que a maior procura por atendimento aconteceu logo após o incidente. No dia do vazamento, 91 pessoas buscaram assistência médica. Na quinta-feira (16), o número saltou para 364 atendimentos, enquanto na sexta-feira (17) foram registrados mais 163 casos.

Nos três dias seguintes, a demanda caiu significativamente, com apenas 30 pessoas atendidas, indicando redução na procura por serviços de saúde relacionados à exposição ao estireno.

Trabalhadores foram os mais afetados

O informe da Semsa revela que 67% das pessoas atendidas tiveram contato com o gás no ambiente de trabalho. Outros 19% relataram exposição dentro de casa, enquanto 10% disseram que estavam em áreas externas quando sentiram o forte odor do produto químico.

A maioria dos pacientes tinha entre 20 e 59 anos, embora também tenham sido registrados atendimentos de crianças, adolescentes e até bebês com menos de um ano de idade.

Entre os sintomas mais frequentes, 78% apresentaram problemas respiratórios, enquanto 20% tiveram alterações na pele. O tempo médio de exposição ao estireno foi estimado em cerca de três horas.

Samu realizou remoções de urgência

Desde o início da ocorrência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) realizou 13 remoções de pacientes diretamente dos locais de exposição para unidades de saúde.

Monitoramento continua

Mesmo com o vazamento considerado controlado, a Semsa informou que mantém o monitoramento epidemiológico do caso. De acordo com a diretora da Dvae, Marinélia Ferreira, o protocolo prevê acompanhamento das pessoas expostas por um período de 48 a 72 horas, com prioridade para trabalhadores diretamente envolvidos, gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

A secretaria também informou que permanece integrando o Gabinete de Crise criado pela Prefeitura de Manaus para acompanhar os desdobramentos do acidente e continuará divulgando boletins epidemiológicos sobre o caso.

(*) Com informações da Assessoria

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