A decisão substitui a sentença proferida em 2024, que havia sido anulada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) por irregularidades processuais relacionadas à apresentação de laudos periciais.
Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja, foi condenada a mais de 10 anos de reclusão. A magistrada manteve sua prisão preventiva e entendeu que a gravidade dos fatos justifica o cumprimento da pena em regime fechado.
Já Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da empresária, recebeu pena de 10 anos e 11 meses de prisão, também em regime fechado. Assim como a mãe, ele permanecerá preso e não poderá recorrer da condenação em liberdade.
Além deles, também foram condenados Verônica da Costa Seixas, ex-gerente do salão Belle Femme; Hatus Moraes Silveira; José Máximo Silva de Oliveira, proprietário da clínica veterinária MaxVet; Bruno Roberto da Silva Lima, ex-namorado de Djidja; e Sávio Soares Pereira.
Entre os sete condenados, apenas Sávio cumprirá a pena inicialmente em regime semiaberto. Verônica e Bruno poderão recorrer em liberdade.
Nova sentença
A nova decisão foi proferida após o TJAM anular o julgamento realizado em 2024. Na ocasião, a Câmara Criminal entendeu que houve violação ao direito de defesa porque laudos periciais das substâncias apreendidas foram anexados ao processo fora do momento processual adequado, sem manifestação prévia das defesas.
Com isso, o processo retornou à primeira instância e foi submetido a novo julgamento, que resultou na manutenção das condenações pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Caso Djidja Cardoso
A Operação Mandrágora teve início após a morte da empresária Djidja Cardoso, em 28 de maio de 2024. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que ela morreu em decorrência de depressão respiratória e cardíaca provocada pelo abuso de cetamina, anestésico de uso veterinário.
As investigações da Polícia Civil apontaram a existência de um grupo que utilizava e distribuía a substância, culminando na prisão de familiares, funcionários do salão Belle Femme e de uma clínica veterinária. Após a anulação da primeira sentença, a Justiça reavaliou o caso e voltou a condenar os principais investigados.