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Manaus, 23 de julho de 2026
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Manaus, 23 de julho de 2026

Cenário

Petroleiros cobram retorno da Reman à Petrobras e reforçam apelo a Lula em ato no AM

Sindicato divulgou vídeo direcionado ao presidente da República e voltou a defender a reestatização da refinaria, privatizada em 2022.

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(Foto: Reprodução/ Instagram @sindipetroam)

Manaus (AM) – O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) voltou a pressionar o governo federal pela reestatização da Refinaria da Amazônia (REAM), antiga Refinaria Isaac Sabbá (Reman). Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (22), durante mobilização em frente à refinaria, os trabalhadores enviaram um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à Petrobras e aos petroleiros do estado.

“O Amazonas quer a Reman de volta”, afirmam os manifestantes na gravação, que reforça a reivindicação pela retomada da unidade ao controle da Petrobras.

A cobrança ocorre cerca de dois meses após o próprio presidente Lula declarar, durante visita a Manaus, que deseja reincorporar a refinaria à estatal, mas reconheceu que a operação depende de um acordo financeiro considerado viável.

Na ocasião, durante evento em que anunciou investimentos superiores a R$ 2,8 bilhões para o Amazonas, Lula respondeu ao pedido de um petroleiro e afirmou que a Petrobras pretende recuperar a refinaria, desde que o valor da negociação seja considerado justo.

“Vamos precisar recuperar a refinaria que eles privatizaram, mas a gente não pode comprar pelo preço que eles querem. A Petrobras não pode dar dinheiro para pessoas se não tiver um preço justo”, declarou o presidente em maio.

Lula também sinalizou interesse em ampliar a atuação da Petrobras no setor energético. “Se depender de nós, eu sonho com muita coisa para a Petrobras”, afirmou durante o evento.

Privatização segue alvo de críticas

A antiga Refinaria Isaac Sabbá foi incluída no programa de desinvestimentos da Petrobras em 2020. Em agosto de 2021, a estatal assinou contrato de venda da unidade para o Grupo Atem por cerca de US$ 257 milhões, aproximadamente R$ 1,3 bilhão na cotação da época.

A transferência do controle foi concluída em novembro de 2022, no fim do governo Jair Bolsonaro, quando a refinaria passou a operar com o nome de REAM.

Desde então, entidades sindicais e especialistas têm criticado a privatização, argumentando que a venda reduziu a presença da Petrobras na Região Norte e aumentou a concentração do mercado regional de combustíveis.

Com a nova mobilização, os petroleiros buscam manter o tema na agenda do governo federal e pressionam para que a promessa de Lula avance para uma negociação efetiva com os atuais controladores da refinaria.

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