(Foto: Divulgação/ Legendários)
Manaus (AM) – A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) aprovou, nesta terça-feira (28), uma recomendação para que pastores, presbíteros, diáconos e membros não participem nem apoiem o movimento “Legendários” e outros grupos com características semelhantes. A decisão foi tomada durante o Supremo Concílio da denominação, realizado em Manaus.
A resolução afirma que as práticas adotadas pelo movimento são incompatíveis com a tradição reformada da igreja. Segundo o documento, o “Legendários” utiliza metodologias consideradas “pragmáticas, neopentecostais e experienciais”, que, na avaliação da comissão teológica da IPB, afastam a formação cristã da centralidade das Escrituras e da vida comunitária da igreja.
O posicionamento foi motivado por uma consulta apresentada por integrantes da igreja no Tocantins, que pediam uma orientação oficial diante da expansão do movimento entre membros da denominação.
Entre as principais críticas estão os retiros com isolamento na natureza, desafios físicos e emocionais e experiências de forte impacto psicológico. Para a IPB, essas práticas substituem o discipulado contínuo por vivências pontuais e emocionalmente intensas.
O parecer também questiona o uso de sigilo sobre as atividades, juramentos, uniformes, linguagem motivacional e estratégias de marketing. Na avaliação da igreja, esses elementos contribuem para a “mercantilização da fé” e podem criar vínculos paralelos à igreja local, provocando divisões entre os fiéis.
Embora tenha caráter de recomendação, a decisão marca uma posição institucional clara da Igreja Presbiteriana diante do crescimento de movimentos religiosos independentes. O caso evidencia o debate entre denominações históricas e novos modelos de vivência da fé, que privilegiam experiências imersivas em detrimento da formação tradicional nas igrejas locais.
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