(Foto: Diego Peres e Arthur Castro /Secom)
Manaus (AM) – A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a ministra Nancy Andrighi na relatoria da ação penal relacionada à Operação Sangria, que envolve o ex-governador do Amazonas Wilson Lima. A decisão foi tomada nesta terça-feira (8), após a análise de recursos apresentados pelas defesas.
Os ministros rejeitaram os pedidos por unanimidade, com 12 votos. O julgamento acompanhou o entendimento apresentado pelo ministro Raul Araújo.
Com o resultado, a Ação Penal 993/DF continua sob responsabilidade de Nancy Andrighi e segue em tramitação no STJ.
Recursos foram rejeitados
A defesa de Wilson Lima e de Gutemberg Leão Alencar havia questionado aspectos relacionados à condução do processo, incluindo a permanência de Nancy Andrighi como relatora.
A Corte Especial, porém, decidiu manter o entendimento já estabelecido pelo tribunal.
Francisco Falcão e Mauro Campbell não participaram da votação após se declararem impedidos. O presidente do STJ conduziu a sessão, mas não participou da votação.
Decisão não encerra processo
O julgamento não avaliou nesta etapa se os acusados são culpados ou inocentes das suspeitas investigadas na Operação Sangria.
A análise ficou concentrada em questões processuais relacionadas ao andamento da ação e à relatoria. Dessa forma, o processo continua aberto no tribunal.
Caso envolve compra de respiradores
A investigação teve origem na aquisição emergencial de 28 respiradores pelo Governo do Amazonas em 2020, durante a pandemia de Covid-19.
A compra passou a ser investigada pelas autoridades em razão das circunstâncias envolvendo a empresa responsável pelo fornecimento dos equipamentos, que também atuava no comércio de bebidas.
Em 2021, o STJ recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Wilson Lima e outros investigados. Desde então, a ação tramita na Corte.
Ex-governador apresentou sua versão
Wilson Lima voltou a comentar o episódio em agosto. Na ocasião, afirmou que os respiradores foram adquiridos da empresa FJAP e Cia. Ltda. e argumentou que havia dificuldade para encontrar os equipamentos disponíveis no mercado naquele momento.
O ex-governador também contestou críticas feitas à aquisição e afirmou que a empresa tinha autorização para comercializar equipamentos médico-hospitalares.
Com a decisão desta terça-feira, a ação penal permanece em andamento e Nancy Andrighi continua responsável pela relatoria do caso.
(*) Com informações da assessoria.
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