José Vieira, morador do Coroado. (Foto: Lucas Bentes / Portal AM1)
Manaus (AM) — Um morador do bairro Coroado, na Zona Leste de Manaus, denunciou um incêndio em uma rede de energia elétrica e criticou o serviço realizado pela Âmbar Energia após a ocorrência. Segundo o engenheiro José Vieira, o fogo começou por volta das 22h e assustou os moradores da área.
De acordo com o relato, os próprios moradores precisaram tentar controlar as chamas utilizando baldes de água. Após o incêndio, uma equipe da concessionária foi acionada para verificar o problema.
José afirma que, durante o atendimento, a equipe teria separado os fios que haviam se encostado, mas utilizado um pedaço de madeira como suporte na rede. “Isso aí chama uma gambiarra, num fio de alta tensão”, reclamou o morador durante a reportagem.
Segundo ele, a situação preocupa principalmente porque há residências e crianças próximas ao local. O morador também afirmou que a rede fica perto de um transformador que atende diversas casas da região. José pediu que a concessionária retorne ao endereço para realizar um reparo definitivo.
Além do risco provocado pelo incêndio, o morador afirmou ter sofrido prejuízo material. Segundo José, uma geladeira da residência teria parado de funcionar após o curto-circuito registrado na rede. “Minha geladeira queimou”, relatou.
O morador afirmou que não sabe se outros equipamentos de vizinhos também foram danificados.
Concessionária não teria explicado causa do incêndio
Segundo a reportagem, a concessionária teria comparecido ao local, mas o morador afirma que não recebeu uma explicação sobre a origem do incêndio nem sobre o suposto dano ao eletrodoméstico. José relatou ainda que os técnicos teriam identificado que os fios se encostaram e, com o aquecimento, acabaram derretendo e provocando o fogo.
A causa técnica do incêndio, entretanto, não foi confirmada por laudo apresentado no material.
O Ministério Público do Amazonas já acompanha questionamentos relacionados a ocorrências envolvendo serviços da concessionária. O caso do Coroado, portanto, reforça a cobrança do morador por uma solução definitiva para a estrutura elétrica no local.
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(*) Colaborou: Vitória Amanda, repórter do Portal AM1
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