(Montagem gerada por IA/Portal AM1)
Manaus (AM) – A distribuição do dinheiro público de campanha colocou ainda mais pressão sobre a relação interna do Republicanos no Amazonas. O deputado federal e presidente estadual da sigla, Silas Câmara, destinou R$ 3 milhões para a campanha de Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas, enquanto Amom Mandel, seu correligionário e concorrente direto na disputa pela Câmara dos Deputados, segue sem receber recursos partidários.
A movimentação chama atenção pelo destino do dinheiro. Omar não pertence ao Republicanos, mas encabeça uma chapa apoiada pela legenda no Amazonas. Amom, por sua vez, disputa a reeleição pelo próprio partido comandado por Silas no estado. O contraste aparece justamente no caixa eleitoral.
Silas também é candidato à reeleição e recebeu R$ 3,1 milhões da direção nacional do Republicanos para financiar sua própria campanha. Dados eleitorais atualizados em setembro colocam o parlamentar entre os candidatos a deputado federal com maior arrecadação no Amazonas.
Enquanto isso, Amom não havia recebido recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) nem do Fundo Partidário. Até então, sua campanha vinha sendo abastecida por recursos próprios e doações de pessoas físicas, incluindo contribuição feita pela própria mãe do parlamentar.
Na prática, o dinheiro partidário chegou ao presidente estadual da legenda e também ajudou a fortalecer a candidatura de Omar ao Governo, mas ainda não alcançou um dos próprios deputados federais do Republicanos que tenta renovar o mandato.
Disputa dentro de casa
Silas e Amom não são apenas correligionários. Os dois disputam diretamente uma das oito cadeiras destinadas ao Amazonas na Câmara dos Deputados.
A relação entre eles já vinha sendo marcada por divergências políticas. Com a campanha nas ruas, a divisão dos recursos acrescenta um componente financeiro à disputa interna.
O movimento também reforça a proximidade política entre Silas e Omar. Em junho de 2025, durante discurso no Congresso Nacional, Silas chamou o senador de “amigo” e defendeu publicamente sua volta ao Governo do Amazonas.
A destinação de recursos para candidatos de partidos aliados não representa, por si só, irregularidade eleitoral. A questão política está no contraste da distribuição: enquanto milhões circulam entre candidaturas consideradas estratégicas para o grupo, Amom permanece sem participação no dinheiro partidário até o momento.
Com Silas e Amom buscando exatamente o mesmo cargo, a diferença deixa a disputa do Republicanos exposta também nas contas eleitorais.
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