Plínio Valério durante entrevista ao programa Cenário Político, com o jornalista Isac Sharlon. (Foto: Assessoria de campanha)
Manaus (AM) – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que sua principal marca no Senado foi transformar a defesa da BR-319 em uma pauta nacional. Em entrevista ao Programa Cenário Político, do Portal AM1, o parlamentar disse que passou anos enfrentando críticas de setores ambientalistas e defendendo a ligação terrestre entre o Amazonas e o restante do país.
Segundo Plínio, a atuação em torno da rodovia foi além da discussão sobre infraestrutura. Ele afirmou ter trabalhado para contestar a narrativa de que a pavimentação necessariamente provocaria desmatamento. “Foram sete anos levando porrada. Ah, senador, que fala tanto na BR. Vão desmatar. E eu desmentindo. Então, peguei muita porrada lá, peguei processo, mas valeu a pena.”
O senador também afirmou que a discussão sobre a BR-319 passou a ser conhecida em outras regiões do país. Para ele, esse seria o principal legado de sua atuação no Congresso.
Plínio criticou órgãos ambientais e afirmou que existe uma estrutura institucional que, na visão dele, dificulta o desenvolvimento econômico do Amazonas. “Você tem o Ibama aparelhado, você tem uma Funai aparelhada, parte do Ministério Público Federal e Justiça Federal e Ministério Público Estadual aparelhados.”
As afirmações são uma avaliação política do senador sobre a atuação dessas instituições.
Desenvolvimento e preservação
Questionado sobre onde termina a proteção ambiental e começa o impedimento ao desenvolvimento, Plínio defendeu que as leis sejam cumpridas e citou a possibilidade de utilização de áreas permitidas pela legislação.
Ele também defendeu o Zoneamento Econômico-Ecológico (ZEE) como instrumento para definir as atividades econômicas adequadas a cada região. “Definir onde é que é adequada a nossa vocação e onde é permitido explorar aquela vocação.”
O parlamentar citou atividades como pecuária, turismo e mineração como exemplos de vocações econômicas que poderiam ser organizadas territorialmente. Na entrevista, Plínio também afirmou que não defende o garimpo ilegal, mas criticou ações que, segundo ele, atingem pequenos produtores e trabalhadores da região.
CPI das ONGs
Outro ponto abordado foi a CPI das ONGs, presidida por Plínio no Senado. O parlamentar afirmou que o relatório final apresentou denúncias, apontou problemas e sugeriu projetos de lei.
Segundo ele, o colegiado também encaminhou pedidos às autoridades competentes, mas algumas providências solicitadas não avançaram. “A CPI termina para nós quando você apresenta o relatório, aprova o relatório e entrega às autoridades. A partir daí, nós não temos poder de polícia.”
Plínio afirmou ainda que considera um dos resultados da CPI ter ampliado nacionalmente o debate sobre a Amazônia e a BR-319
Acompanhe a entrevista na íntegra:
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